A dor crônica por meio de ilustrações: o que você diz não é o que a pessoa entende

Se você é um dos felizardos que não possui qualquer tipo de dor, certamente conhece alguém que, desde que você se entende por gente, se queixa disso.

As pessoas portadoras de dores crônicas (sim, dores crônicas são consideradas doenças) que relatam que a sensação de sentir dor 24 horas por dia, 7 dias por semana é extremamente incapacitante, frustrante e remete ao abandono, uma vez que se sentem incompreendidos.

A definição de dor

De acordo com o IASP (International Association for the Study of Pain ou Associação Internacional para o Estudo da Dor, em tradução livre), a definição de dor é passar por uma experiência emocional e sensorial desagradável associada com real dano tecidual, ou descrita como se o tecido tivesse sido danificado.

O que isso quer dizer?

 

Muitas vezes, a pessoa sente a dor, mas não há nada real fisicamente que justifique a dor relatada. Mas isso faz com que a dor seja imaginária? Na maioria das vezes, não.

A dor passa a ser crônica quando é relatada por mais de seis meses.

A dor por meio de ilustrações

Para que o sofrimento e a sensação de abandono dos portadores de dores crônicas tivessem uma voz que expusesse ao resto do mundo como se sentem,Charlotte Gomez fez um trabalho incrível!

Através de ilustrações, a artista criou cenas clássicas do dia a dia dos portadores de dores crônicas mostrando a diferença do que as outras pessoas dizem a eles e o que eles entendem.

Confira.

Você diz: “está se sentindo melhor?”

A pessoa entende: “eu não quero mais ouvir falar que você não se sente bem!”

Você diz: “você tomou algum remédio?”

A pessoa entende: “acho que você não está se esforçando para melhorar.”

Você diz: “você não parece doente.”

A pessoa entende: “como eu não consigo ver sua condição, é difícil acreditar que é real.”

Você diz: “hum, nunca ouvi falar da sua doença.”

A pessoa entende: “você está inventando.”

Você diz: “você precisa se manter otimista.”

A pessoa entende: “pare de sentir pena de si mesmo.”

Você diz: “você já tentou *insira aqui qualquer tratamento aleatório/alternativo aqui*?”

A pessoa entende: “li uma matéria sobre sua condição e acredito que sei mais sobre ela do que você.”

Você diz: “você conseguirá vir trabalhar hoje?”

A pessoa entende: “jura que você vai perder outro dia de trabalho?”

Você diz: “alguém, em algum lugar, está pior do que você. Agradeça!”

A pessoa entende: “você não tem permissão de se sentir triste por uma condição que poderia ser pior.”

Você diz: “você nunca quer sair.”

A pessoa entende: “estou cansado de chamá-la pra sair e logo vou parar de fazer isso.”

Você diz: “sinto muito que esteja sentindo dor. Queria poder tira-la de você.”

A pessoa entende: “sei que é difícil, mas estou aqui por você.”

Da próxima vez que conversar com uma pessoa portadora de doenças crônicas e acreditar que foi mal interpretado, releve e coloque-se no lugar dela. É comsolidariedade e empatia que faremos do mundo um lugar melhor.

Fonte: buzzfeed.com

Health Me App

As pessoas que são portadoras de doenças crônicas passam, ainda, por outras situações constrangedoras que só contribuem para piorar sua condição, além de agravar seu estado emocional.

Imagine procurar um médico que não valida o sentimento e a dor física que a pessoa experiencia porque a pessoa não consegue apontar com um dedo o local exato onde sente dor?

Foi por causa de experiências mal sucedidas com médicos aleatórios que Guilherme Magalhães e sua esposa, Carla, resolveram criar o Health Me App.

Um médico para chamar de seu

Guilherme e Carla, os criadores do Health Me App

“A ideia surgiu de uma necessidade real. Da mesma forma como hoje pedimos indicações de hotéis, restaurantes, etc, sempre que precisamos ir ao médico, uma indicação de alguém conhecido vale muito”, explica Guilherme.

O aplicativo é simples e bem fácil de usar. No menu inicial o usuário tem as opções Buscar, Indicações, Favoritos e Ajustes.

Na primeira é possível pesquisar médicos por nome, especialidade e localidade. Ao encontrar o resultado, o usuário visualiza a ficha completa do profissional, com endereço, dados de contato e três atributos avaliados: atendimento, tempo de espera e valor da consulta.

Visualiza ainda se algum de seus amigos do Facebook o indicaram, podendo inclusive acessá-los para trocar mais informações.

Na opção Indicações, o usuário visualiza rapidamente todas as indicações feitas por seus amigos e pode fazer suas próprias, com a opção de editá-las quando quiser. E em Favoritos é possível acessar a lista de profissionais marcados como preferidos.

“Tanto a Carla como eu já passamos por experiências não muito agradáveis em médicos que fomos apenas baseados na proximidade de casa. Por isso entendemos essa questão da indicação como fundamental, ainda mais quando estamos lidando com saúde”, conta Guilherme Magalhães.

O aplicativo HealthMeApp é gratuito e está disponível para download na AppStore e no Google Play.

Texto original de Awebic

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