Apatia persistente pode ser sinal de doença e necessita de tratamento

A apatia pode estar camuflando uma doença conhecida como Distimia, que é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. Diferente da “depressão maior” que paralisa e pode levar até a morte, a pessoa com distimia continua tocando a vida, sempre com um incômodo que a impede de desfrutá-la plenamente. O indivíduo com distimia não consegue demonstrar entusiasmo com nada, é retraído e enxerga quase sempre o lado negativo das coisas.


Geralmente o distímico não enxerga a sua condição, pois com o tempo incorporou esses traços negativos à sua personalidade e passou a achar que a vida é mesmo uma chatice. Por isso, são muito resistentes à ideia de que estão adoecidos.

A distimia é uma doença e não deve ser subestimada, pois quem a possui, pode desenvolver quadros depressivos graves. Devido seu desconhecimento, quem possui distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave.

A apatia e o mau humor patológico (distimia) podem ser tratados com a ajuda de medicamento antidepressivo prescrito por um Psiquiatra, associado à Psicoterapia. Enquanto o medicamento atua corrigindo o desequilíbrio químico dos neurotransmissores responsáveis pelo humor, a Psicoterapia leva o indivíduo a vivenciar suas aflições, ajuda a reconfigurar sua vida pelo resgate da sua autonomia, possibilitando assim a experiência de sentir prazer novamente.

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Pedro Leite
Psicólogo – CRP 16-2024 Graduado em Psicologia pela FAESA – Faculdades integradas do Espírito Santo (ES-2007), Pós-Graduado em Gestalt-terapia Clínica pela Faculdade MULTIVIX (ES-2009), Pós-Graduado em Terapia Cognitivo Comportamental pela UNIARA - Universidade de Araraquara (SP 2012).



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