O assédio moral é estudado pela psicologia e psicanálise antes mesmo de entrar no âmbito jurídico, que tem dado aporte importantíssimo da defesa da vítima, porque a violência do assédio moral é implacável em coagir e perseguir os valores morais de uma pessoa. Essa perseguição ocorre através de atitudes desrespeitosas, onde o assediador – elimina a capacidade de defesa da vítima.

O assédio moral pode ocorrer em diversos ambientes sociais, mas sua força destruidora está no ambiente de trabalho, que define metas abusivas para aumentar produtividade na empresa. O colaborador tenta de forma neurótica superar as metas, nem que para isso precise afrontar a sua condição humana.

Em nossa sociedade individualista, o assédio moral se manifesta da necessidade mórbida do assediador transferir suas dores recalcadas, gerando – danos morais, psíquicos e físicos – na vítima. Evidenciando que o próprio abusador possa ser uma pessoa psiquicamente doente.

Nesse cenário o assediador moral, pode ser caracterizado com um perverso ou narcisista, que na maioria das vezes ocupa um cargo superior. Aliás pode ser um colega, que por ordem do seu superior se transforma num assediador, pois a finalidade do assédio moral é livrar-se da pessoa ou torná-la submissa.

O assédio moral, além de ilegal, tem um teor fascista, que se organiza em micro violência do cotidiano laboral, uma vez que o assediador “não late e não morde”. Porém, por meio de indiretas, insinuações e ações, causa um efeito aniquilador na vítima. Por exemplo, quando o chefe entrega para vítima executar tarefas degradantes, estaria praticando o abuso moral.

O assédio moral só é possível quando a direção da empresa deixa isso ocorrer. Entretanto, se uma empresa é atenta em relação a essas práticas, o assédio moral não avança, mesmo que ainda tenha um chefe perverso na empresa, que induz a vítima se autodestruir.

Esse tipo de gestão empresarial está se ampliando, não exclusivamente na empresa privada, mas também no setor público, adotando métodos de chefia que colocam uma pessoa contra outra, num clima de conflito desgastante. Isso gera mais individualismo e menos cooperação no mundo do trabalho.

Quanto mais o assédio moral for prolongado, mais graves são as consequências para saúde: distúrbios psicossomáticos, cardíacos, endócrinos e digestivos, levando afastamento do trabalho e alguns casos o suicídio da vítima. Não há dúvida, que o assédio moral é um negócio ruim, visto que o colaborador precisa estar bem para produzir melhor, o que levaria a empresa a obter mais resultados.

Assim custa muito caro para empresa, governo e sociedade, sempre que o colaborador estiver doente e incapaz de trabalhar. Tudo isso, pode ser evitado no momento que a voz daquele que é agredido possa ser ouvida, trazendo uma comunicação verdadeira dentro ambiente de trabalho, como forma de evitar – que o assédio moral se perpetue como regra na relação de trabalho.

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