Apesar dos avanços no campo da sexualidade, o assédio sexual ainda é um assunto que representa um tabu para vir à tona. Muitas mulheres são abusadas, mas algumas estão tendo a coragem de denunciar, desafiando o medo de ser julgadas pela cultura machista, que se impregna nas relações sociais. Esses fantasmas precisam ser exorcizados –   para impedir que tais crápulas fiquem impunes.

O assédio sexual é uma realidade que atinge as mulheres de todas as idades, classes sociais e raças.  Ele age com seu método perverso para assediar as mulheres: nas ruas, nos transportes públicos, nas escolas, nas universidades e dentro de seu próprio lar. E o mais hediondo, que as mulheres precisam encarar, é assédio sexual no trabalho, uma atitude abusiva, que viola os direitos humanos das trabalhadoras do setor privado e público.

As consequências que o assédio sexual produz no corpo e na alma das vítimas são gravíssimos, provocando vários sofrimentos: depressão, crises de choro, déficit na memória, desânimo, solidão, perda da autoestima, náuseas, relutância de dormir, sudoreses, calafrios, dificuldades de respiração, pânico, etc. Esse conjunto de doenças físicas e psíquicas podem contribuir, até mesmo, com o ato desesperador do suicídio.

Mas hoje as mulheres vítimas do assédio sexual têm condições de dizer um basta a esses pulhas, não interessa se eles são ricos ou pobres, famosos ou anônimos, empresários ou trabalhadores, negros ou brancos. As vítimas de assédios dispõem de direitos garantidos de forma confidencial e a proteção está perto: na delegacia local, no Poder judiciário, no Ministério Público, na família, no movimento de mulheres e conta com apoio da mídia.

O assédio assexual é um instrumento de poder de homens débeis sexualmente, que criam um ciclo de mal-estar em todos os níveis: as mulheres por serem ofendidas pelos abusadores, as famílias por serem constrangidas, as testemunhas por serem expostas, as empresas por terem que pagar indenizações e arcar com os escândalos, que envolveram a sua imagem.

As mulheres precisam assimilar, mesmo não sendo fácil, que o processo de assédio sexual jamais é culpa delas e nunca foi uma roupa ou uma atitude que as fizeram sofrer os abusos. Mas dos assediadores sexuais, que nada mais são do que canalhas decadentes, resquícios da cultura machista e misógina, que não é mais escamoteada pela sociedade.

Imagem de capa: Shutterstock/HBRH

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