Digna és tu, mulher

Diante de tantas fragilidades, condutas e atitudes, a mulher, por vezes, permite que sua essência fique omitida e desta forma, o outro passa a interferir de maneira contundente. Porém, é preciso retornar para si mesma e ver que há beleza no seu interior, há dignidade na vida, mulher!

Amor sempre é essencial, de todo jeito, de todas as formas e o amor próprio é o início de uma jornada importante para todos os outros amores. Não adianta, é preciso tomar consciência de que você é uma mulher forte e olhar para as situações e pessoas com a compreensão de que é possível seguir em frente, que você não é vítima, mas protagonista de sua própria vida. Amar a si mesma é valorizar-se, é saber que você não é propriedade, mas pessoa que merece ser tratada como tal.

Muitos relacionamentos têm sido tóxicos e os envolvidos nem possuem o entendimento de que aquilo não é amor. Tudo o que violenta, pesa, aprisiona não possui nenhuma relação com o verdadeiro sentimento amoroso, pelo contrário, e isso passa despercebido para muitos, que insistem em manter uma ligação prejudicial. Às vezes a simbiose é tanta que a mulher não nota que sua identidade está anulada, ela segue submissa a uma paixão desgastada, e por não ver além, acredita erroneamente que o melhor a fazer é permanecer fiel a quem mal lhe quer.

Por mais que seja difícil, é necessário o recomeço, voltar para si e encontrar a grande mulher que existe dentro de você mesma. Esse caminho precisa ser realizado de maneira individual, pois é um processo psíquico, entretanto, o auxílio de pessoas que verdadeiramente te amam é sempre bem vindo. Não raramente, a mulher se permite influenciar pelos apelos midiáticos, por padrões incompatíveis com a realidade, sem falar nas opiniões alheias que destilam maldade, desta forma ela segue sua vida infeliz, por não se reconhecer em nada do que vê e não gostar do que dizem a seu respeito. Porém, mulher, acredite você é mais do que isso! Suas lutas diárias travadas no silêncio do sofrimento ou todas aquelas que clamaram por uma atitude seja ela qual for, são representações reais de que sua força está em você, basta deixar-se guiar pela intuição feminina que tanta pede sua atenção.

Há sempre nos interiores grandes preciosidades, lembre-se do solo que guarda grandes riquezas, que precisam apenas de bons garimpeiros para escavar e retirar da terra as mais belas raridades. É assim com todos os seres humanos também, falta apenas um olhar mais apurado, que enxergue além e veja que do lamaceiro encontra-se algo bruto, porém puro. Desta forma, aos poucos, após esta descoberta, pode-se lapidar o que é valioso, como maneira de dar forma ao que já é bonito e raro por natureza. Polir pode ser um processo dolorido, mas muito necessário, pois é um meio de transformação, evolução. Por isso, tudo pode ser mudado para melhor, não existe essa de nascer para sofrer, as dores são inevitáveis e necessárias na vida, mas não podem definir ninguém, vá além de seus fracassos e lamentações, encontre caminhos e possibilidades novas para velhos problemas. Digna és tu, mulher!

Aceite suas verdades, seu jeito, melhore, mude quando preciso for, mas saiba a sua identidade, seja fiel a sua personalidade, opiniões e sentimentos sem deixar de respeitar o outro. Ame a si mesma, goste de sua companhia e não se sinta fraca por ser uma mulher, pois aquela que traz vida à luz é digna, mulher!

Garimpe em seu recôndito sua beleza real, perceba que a sua criança interior é alegria, que a velha é sábia e que a mulher é intensa, forte e sagaz. Ser doce, inteligente e por vezes, agressiva são facetas de uma mesma mulher, que percebe suas qualidades e sabe dos seus defeitos, mas acima de tudo, entende que tudo faz parte de si mesma. Digna és tu, mulher!

Abandone aquilo que não serve mais, largue de quem não tem reconhece como ser humano, liberte-se das amarras de uma vida de superficialidades e mentiras. Corra atrás do que te faz realmente feliz, acredite nos seus sonhos e procure meios para realizá-los na medida do possível.

Conheça, reconheça, pois digna és tu, mulher!

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Ligia Maria de Araujo Santos
Estudante de psicologia, ama escrever e adora boas rimas. Gosta de passar o tempo ouvindo boas composições musicais capazes de tocar a alma. Gosta de observar e ouvir boas histórias. Tem fé em Deus, na vida, nas pessoas e no futuro. Escreve para o site colaborativo Obvious.



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