Dinamarca leva empatia às escolas e ganha em adultos mais felizes

Um estudo da Universidade de Michigan feito com aproximadamente 14 mil estudantes universitários revelou que hoje em dia, os estudantes de hoje em dia são muito menos empáticos do que universitários nos anos 1980 e 1990 (leia mais sobre o estudo aqui, em inglês). Para Michele Borba, psicóloga educacional e autora do livro “Unselfie: Why Empathetic Kids Succeed in Our All-About-Me World” (“Para fora de si: por que crianças empáticas são mais bem sucedidas em um mundo que parece girar ao redor do umbigo de cada um”, em tradução livre) o aumento do narcisismo e a perda de empatia são as principais razões para quase um terço das crianças nas escolas estarem deprimidas e com problemas de saúde mental.

A empatia, ou seja, a capacidade de ouvir e acolher as ideias dos outros, assim como articular as próprias; sair do “eu” para adentrar uma visão mais profunda de mundo, a partir do reconhecimento de novos (e diferentes) olhares, e ativamente conectar-se com os sentimentos e as perspectivas dos outros, desempenha um papel fundamental na melhoria das nossas relações sociais, o que é um fator importante para a nossa felicidade geral.

A Dinamarca é considerada um dos país onde as pessoas são mais felizes.

A Dinamarca, país considerado um dos lugares onde as pessoas são mais felizes pelo “World Hapiness Report 2016” (“Relatório da felicidade no mundo 2016”, em tradução livre), investe há décadas no ensino de empatia nas escolas.

Durante as pesquisas para escrever o livro “The Danish way of parenting” (ou “O jeito dinamarquês de cuidar das crianças”, em tradução livre), a dupla de autores realizou uma série de entrevistas com professores e alunos de toda a Dinamarca para entender como a empatia é incorporada, ensinada, vivida e discutida nas escolas e nos lares.

Educação Integral: ‘A escola sozinha não dá conta de um sujeito multidimensional’
Um dos aspectos que chamou a atenção foi o fato de que, no sistema dinamarquês de ensino, “aprender” empatia é algo tão importante quanto aprender matemática ou literatura, e o currículos das escolas são construídos de tal forma a incorporar isso desde a pré-escola até o ensino médio. Durante os momentos de “Klassen Tid”, como são chamadas as aulas de empatia, crianças de 6 a 16 anos, são convidadas a expor problemas para serem discutidos individualmente ou em grupo.

Esses momentos existem para que temas como bullying sejam expostos, e para que o grupo encontre uma solução coletiva. O objetivo é criar um ambiente seguro e acolhedor para que os problemas sejam discutidos e as crianças aprendam a colocar as coisas em perspectiva. A prática faz parte da educação dinamarquesa desde a década de 1870, e que foi consolidada como uma lei em 1993. educação e expandido desde então.

Escolas Transformadoras no Brasil

No Brasil, o programa Escolas Transformadoras, que é uma correalização entre o Alana e a Ashoka, identifica, conecta e apoia escolas públicas e particulares com práticas inovadoras, que invistam em trabalhar com os alunos competências transformadoras, como empatia, trabalho em equipe, criatividade e protagonismo Social.

TEXTO ORIGINAL DE CATRACA LIVRE

 

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