Entendendo a depressão e o suicídio.

A esperança simplesmente se foi, há o fardo do desespero, você chega a pensar: corda ou remédio? Tanto faz…

Aquilo que não sabemos mata!

A depressão e suas variações é um termo vago para uma gama de estados psíquicos.

Uma vez que muitos aspectos diferentes da condição humana são explicados atualmente em termos de déficits biológicos, a complexidade da vida mental inconsciente é ignorada. A depressão é considerada o resultado de uma falta de serotonina, em vez de uma resposta às experiências de perda e separação.

Para muitas pessoas a vida não é lembrada pelo tempo que se passa, natal, pascoa, emprego novo, entre outros, mas sim pelo estado de espírito em que se encontram. Deprimido? Triste? Apático? Um pouco melhor? Conseguiu sair da cama? Todos esses sinais podem indicar um estado depressivo do qual a pessoa não se dá conta que está submersa. E sofre terrivelmente.

De início por dois motivos, por muitas vezes não saber que está de fato em uma condição psicológica limitadora e dolorida, e pelo estado propriamente dito da depressão: um grande vazio que se manifesta diferentemente à cada sujeito.

E é decorrente dessa situação que as minúcias do suicídio se fazem presentes à condição depressiva.

O suicídio nunca é o resultado de um fator ou evento isolado, mas sim de uma interação complexa de muitos fatores, geralmente envolvendo uma história de problemas psicossociais.

O suicídio é uma morte como nenhuma outra. São vários os temas que compõem o pesadelo desse ato. Os pensamentos à cerca da tomada de decisão passam a ser mais frequentes e verossímeis, a culpa corrosiva que envolve familiares e pessoas próximas que passam a refletir sobre todas as coisas feitas e deixadas de fazer.

Enfim, o suicídio ou a tentativa de suicídio rompe vidas e relacionamentos, e lança seus sobreviventes em uma jornada prolongada e devastadora.

Como, então, as pessoas sobrevivem a tal condição depressão/ suicídio, sem serem destruídos pela culpa e sofrimento que abarca a vida de um modo geral?

Uma das maneiras mais eficazes é buscar ajuda profissional. A análise dá suporte ao sujeito se encontrar em meio ao caos que está vivendo, somente o medicamento “contra” a depressão não “curará” as causas, e quanto mais sintomas forem vistos como desvios de comportamento inadequado, mais o sujeito sentirá o peso da norma, do que se espera que ele seja.

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Fernanda Marchi
Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Exerce a atividade clínica tendo sob orientação a abordagem psicanalítica, nas cidades de Nova Venécia e Vitória no Espírito Santo. Atua no atendimento à adolescentes e adultos, mas é no contato com o atendimento infantil, principalmente voltado ao autismo, que dedica seu trabalho clínico. Atualmente é membro da Escola Brasileira de Psicanálise em Vitória e cursa Especialização em Avaliação Psicológica pelo Instituto de Pós Graduação Ipog.



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