A adolescência apresenta algumas tarefas particulares, próprias desta etapa do desenvolvimento, que envolvem não apenas o adolescente, mas todos os membros da família. Uma das principais tarefas a ser concretizada ao longo da adolescência é a Escolha Profissional que pode, ao mesmo tempo, ter o papel de motivar o adolescente ao estudo e ao planejamento para o sucesso no processo seletivo (vestibular), e ser, também, um forte fator ansiogênico. A ansiedade, por sua vez, pode ultrapassar os limites da normalidade nesse momento da vida, e acabar, até mesmo, prejudicando o desempenho do candidato durante a execução do exame. O medo da não aprovação no vestibular é importante fator desencadeador da ansiedade.

Diversos são os elementos que contribuem com a ansiedade neste momento da vida. Fatores individuais, ligados ao mundo interno do adolescente, tem grande peso para esta condição. Questões ligadas ao autoconceito e a autoestima surgem com força hercúlea. Sentimentos de incapacidadereforçam o medo e, muitas vezes, fazem com que o jovem direcione a si mesmo comportamentos de reprovação e autoacusação.

Fatores externos ao indivíduo, todavia, também atuam a favor da ansiedade. A família e a escola, por exemplo, na tentativa de incentivar o jovem a dedicar-se aos estudos e a preparação para o exame, muitas vezes, acabam exercendo certa “pressão” sobre o adolescente, ainda que não seja essa a intenção de suas práticas.

Para complicar, para o adolescente, é difícil escolher a profissão, estando ele ainda envolvido pelas crises e conflitos próprios da etapa na qual se encontra o seu desenvolvimento. Assim, a incerteza quanto a ter realizado a melhor escolha também intensifica a ansiedade e acarreta prejuízos para o desempenho do jovem na prova de seleção para o ensino superior.
Cargas exaustivas de estudo e preparação, dificuldades de organizar-se para dar conta de todo o conteúdo (planejamento para os estudos), dificuldades de aprendizagem, isolamento social, entre outros motivos, estão na base da ansiedade relacionada ao vestibular. Somadas as incertezas em relação ao futuro, tais elementos precisam ser trabalhados junto ao adolescente, para que este consiga dar conta desta etapa, tendo garantida a sua saúde e qualidade de vida.

É essencial que, ao longo do seu processo de preparação para o vestibular, o jovem alinhe os seus hábitos de vida de modo a manter uma rotina que produza saúde física e emocional. A Psicologia pode ajudar, a partir de estratégias cognitivo-comportamentais de controle da ansiedade e do estresse. Assim como o atleta não pode deixar para cuidar do seu corpo e de suas emoções no dia do jogo, o vestibulando não pode preocupar-se com tais questões no último momento. Afinal, saúde não é preço a ser pago pela aprovação.

No momento da prova, técnicas cognitivo-conportamentais de relaxamento e de visualização podem ser eficazes aliadas do sucesso do candidato.

A ajuda de um profissional da Psicologia pode ser determinante para que o adolescente vivencie este momento de sua história da melhor forma possível. Mais ainda, além do vestibular, é importante que o jovem esteja preparado para o depois – afinal, a aprovação é apenas o início de novos desafios que serão vividos pelo adolescente e para os quais é fundamental que ele esteja razoavelmente “pronto”.

Em São João da Boa Vista – SP, realizo um trabalho especializado voltado para esta temática, individualmente/atendimento clínico e com grupos de orientação psicológica (ambas as modalidades com número fixo e pré-determinado de sessões).

 

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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DANILO CICONI DE OLIVEIRA

DANILO CICONI DE OLIVEIRA é psicólogo (CRP 06/123683) e bacharel em Psicologia (USP), graduando em Pedagogia – Licenciatura (CLARETIANO) e especialista em Psicopedagogia (UNINTER). Sua trajetória profissional se destaca especialmente pela atuação junto a adolescentes e jovens. Como educador, dedicou-se a intervenções socioeducativas com adolescentes judicializados e, atualmente, à formação / treinamento de jovens em contextos de aprendizagem corporativa, assim como à docência no ensino superior. Sua formação complementar é marcada por atividades formativas relativas a programas de prevenção e intervenção psicossocial na juventude e a questões atinentes ao processo ensino-aprendizagem, particularmente no tocante às novas tecnologias de ensino e à contextos organizacionais de educação. Psicólogo clínico, atua na cidade de São João da Boa Vista – SP.


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