Fibromialgia, o que é isso?

Por Michele Coronetti

Caracterizada por dores extremas e persistentes no corpo inteiro, a fibromialgia tem se tornado cada vez mais conhecida. Isso acontece porque mais pessoas descobrem que possuem a doença.

Os sintomas normalmente são cansaço, sono não reparador, alterações da memória e concentração, ansiedade, formigamentos (dormências musculares), dores de cabeça, depressão, tontura, alterações intestinais, além da dor intensa ao longo de todo o corpo. Devido a toda essa dor, o toque a deixa muito pior, tornando abraços e carícias extremamente dolorosos.

Pesquisas têm identificado que muitos portadores desta síndrome passaram a sentir dores muito severas após um trauma físico ou psicológico, ou uma infecção grave. Seu cérebro parece intensificar a dor tornando-a muito mais dolorosa do que em uma pessoa que não possui a doença. Técnicas de pesquisa que permitem que o cérebro seja avaliado em tempo real provaram que a dor é forte de acordo com os relatos. Mesmo sem lesões aparentes ou internas, a pessoa sente dor extrema.

Esforços físicos, estresse emocional, infecções, exposições ao frio, sono ruim ou trauma pioram as dores de quem tem fibromialgia. No Brasil, há casos relatados para 2% a 3% dos habitantes. Mulheres são mais acometidas e a doença costuma surgir entre 30 e 55 anos de idade. Também há casos em crianças, adolescentes e idosos.

Ainda há pessoas que não acreditam na síndrome em si, justamente por não haver nenhuma confirmação clínica como uma inflamação, infecção ou lesão. Apesar das dores intensas, não há sinais de dor aguda como gritos de dor, suor, calafrios ou agitação. Nem por isso estes sintomas devem ser desprezados, pois são reais. Por ser constante, a dor causada por esta síndrome faz com que o indivíduo se afaste socialmente, se sinta deprimido e até desenvolva uma depressão, além de parecer sempre cansado e com sono.

Ansiedade e depressão são encontradas em pelo menos metade dos portadores de fibromialgia. E acabam piorando o quadro da síndrome e vice-versa. A outra metade que não foi diagnosticada com ansiedade ou depressão sente piora das dores em momentos depressivos ou estressantes. Há uma piora ou melhora dependendo das emoções.

A melhora da fibromialgia pode ser tão repentina quanto sua chegada. Ela não danificará órgãos ou a estrutura do organismo, diferente da artrose ou reumatismos, que deformam e incapacitam. Mas é uma doença que merece controle, sendo tratada de acordo com sua gravidade. Expor adequadamente os sintomas ao médico ajuda muito no diagnóstico e tratamento. Assim a vida é retomada e as atividades antes quase impossíveis de serem realizadas, voltam a sua normalidade.

Familiares e pessoas próximas podem ajudar muito ao terem paciência e incentivar a pessoa fibromiálgica a buscar ajuda. Apesar do rendimento no trabalho diminuir, do afastamento dos familiares e social, é preciso ver que isso tudo é uma condição e não interpretar erroneamente. Relatos de portadores de fibromialgia incluem desemprego, separação e até divórcio. O estresse psicológico acaba atingindo a todos.

Assim como outras doenças novas, apesar de relatos da época de Hipócrates, não existe uma cura definida para a fibromialgia. O controle através de medicamentos, exercícios adequados e outros indicados por especialistas ajuda a diminuir ou a evitar as crises. Não dar atenção aos sintomas e não cuidar pode agravar a doença.

Fonte indicada: Família

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