Identificando alertas como medidas de prevenção de suicídio

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. No Brasil são 32 casos por dia. Podemos ajudar a combater essa “epidemia silenciosa” por meio de alguns alertas sobre comportamento suicida que infelizmente não recebe tanta atenção devido ao tabu social. Devemos observar atentamente esses sinais:

Frases de alarme:

Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio querem apenas chamar atenção, e não pretendem de fato terminar com suas vidas. Frases de alarme como: “Não aguento mais”, “Eu preferia estar morto”, “Os outros serão mais felizes sem mim”, “Me desculpe, mas não aguento as dores”, podem ser um pedido de ajuda!

Mudanças inesperadas:

Todos nós passamos por mudanças, faz parte da dialética da vida, porém algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro sofrimento psíquico, dificilmente encontrará condições de encarar uma mudança inesperada, como uma perda significativa (emprego, relacionamento, entre outras.).

Comportamentos de alerta:

As pessoas com sofrimento psíquico, consumo de álcool ou outras drogas, devem receber maior atenção. Quando a pessoa demonstra desinteresse na vida ou nos outros, baixa autoestima, isolamento, depressão, angústia, gestos autodestrutivos, são comportamentos de alerta de urgência.

Simulação de melhora:

Uma pessoa deprimida parecer repentinamente alegre pode estar apresentando uma simulação de melhora, sendo essencialmente importante acompanhamento para garantir que não tentará o suicídio.

Quem já tentou suicídio está mais vulnerável, uma tentativa indica uma nova tentativa. Nesse caso, deve procurar ajuda especializada imediata.

Intervenção:

Conversar sobre o assunto pode desencadear uma mudança de comportamento. Demonstre empatia e ao conversar, ser bom ouvinte é essencial, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. Se possível, a acompanhe a um psicólogo para orientação, e é importante não deixá-la sozinha.

Uma medida importante é retirar acesso de ferramentas destrutivas dentro de casa (arma, remédios, substâncias tóxicas) para evitar o uso delas em um impulso, quando pensamentos autodestrutíveis possa parecer a única saída de uma situação de sofrimento intolerável. Por este motivo um acompanhamento psicológico pode resignificar conceitos, percepção de um novo ângulo, permitindo assim, mudanças de orientação, rumo e sentido.

“Antes de escolher uma opção irreversível, dê pelo menos uma oportunidade de experimentar uma solução diferente, procure ajuda especializada”.

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Luciane Cristina Slompo
Psicóloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga, pós graduada em Educação Especial. CRP 08/17823. Atuo como Psicóloga Clínica em Corbélia - Paraná (45)3242-3951 - Espaço Saúde.



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