É comum ouvir brasileiros de todas as classes sociais se referirem ao hábito de jogar na loteria ou jogos similares, com a expressão popular: “fazer uma fezinha”. Todo mundo sonha em mudar de vida num país onde a mobilidade social é raríssima, em se tratando de trabalho honesto e contínuo, é claro.

O sentimento “” – ou seja, acreditar cegamente, mesmo sem absolutamente nenhuma evidência ou prova de que algo é real – move milhares de pessoas todas as semanas, levando-as para casas lotéricas, ou em modalidades similares, seja o jogo do bicho – jogo mais popular do Brasil – bingos, sorteios de natal ou jogos “advinhatórios” de quermesses.

Mesmo que o jogo seja de azar, existe um componente lúdico incluso, o apostador “brinca” de querer ficar rico e um passeio até a lotérica se torna um programa semanal, sobretudo em pessoas mais velhas. Há o fator vinculado à ganância também, inclusive muitos jogam apenas quando os prêmios se acumulam, independente de suas condições financeiras.

Existe uma probabilidade real, é verdade, apesar das chances serem pequenas quando se mira apenas nas grandes quantias. Há livros e manuais que esmiúçam fórmulas infalíveis, utilizando metodologias “científicas” e probabilidade, mas cerca de 99% dos apostadores passará a vida sem ganhar nenhuma quantia significativa.

Jogar em números especiais ou datas de aniversário da família não interferem na fria matemática que diz que qualquer número tem a mesma possibilidade de sair em qualquer sorteio. A única dica real é a da frequência que alguns números são sorteados. Se o apostador jogar naqueles que costumam sair mais, a probabilidade deles serem sorteados é estatisticamente maior.

Jogos de computador – geralmente disponibilizados através de aplicativos – não costumam oferecer premiação, mas possuem, segundo estudos publicados no jornal Clinical Psychology Science, a propriedade de diminuir a ansiedade. Ou seja, se o indivíduo for um apostador contumaz, ele deveria esperar pelo sorteio jogando no celular. Para relaxar…

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