Liberte e entenda seus monstros através da escrita

Você já sentiu seus pensamentos completamente embaralhados?
Sócrates já havia dito: uma vida irrefletida não vale a pena ser vivida. A boa notícia é que você não precisa ser um grande filósofo e nem ir até uma Praça na Grécia para questionar conhecimentos e acontecimentos. Você só precisa de algo em que possa escrever. Através da escrita podemos mergulhar na imensidão do nosso eu. Escrever é uma maneira de comunicar-se com universo particular que cada sujeito tem. Para mim, a escrita é como um tipo de magia que liberta monstros que estão presos em nossas cabeças.

Escrever faz com que nossas concepções sejam organizadas, indagadas e compreendidas por nós mesmos. Além disso, vários estudos têm comprovado a eficácia da escrita como ferramenta terapêutica. Escrevendo conseguimos posicionar nossos monstros em seus devidos lugares.
João Cabral de Melo Neto também nos transmite o mesmo recado por meio de uma fascinante frase: “Escrever é estar no extremo de si mesmo”.
Vamos começar. Em um caderno velho, em um diário ou no bloco de notas do seu celular. Escreva. Pensamentos são complexos demais para ficarem presos em nossa mente.
Escreva sobre o que você sentir necessidade. Faça um esforço e tente verbalizar aquilo que está sentindo. Escreva sobre o amor, sobre a falta dele. Crie uma história e de final feliz ou triste a ela. A escolha é sua. Escreva até que seus olhos se encham de lágrimas e você mal possa enxergar. Traduza em palavras momentos e pessoas que te provocam choro.
Fale sobre algo, por mais absurdo que seja. Posso apostar que suas palavras não serão tão confusas quanto às ideias que te assombram. Invente um novo roteiro para sua vida, mesmo que seja ali, somente em uma folha de papel. Quem sabe a força das palavras faz virar realidade?


Registre os seus sentimentos mais puros. Descreva para você mesmo suas melhores e piores memórias. Descreva seus maiores medos. Crie um diálogo com seu eu no futuro. Crie um diálogo com aquele que você foi um dia. Crie um diálogo com a pessoa que você acredita ser. Fale sobre os lugares do mundo para onde você gostaria explorar. Faça uma lista dos lugares os quais visitou. Conte suas ambições. Trace suas metas e desenvolva um plano de ação para chegar até elas Escreva onde você está agora e para onde deseja partir. Pode ser um estado (de espírito).
Escreva sobre alguém que partiu, levou embora toda sua esperança mas deixou sorrisos e abraços como lembrança. Faça uma carta para alguém que foi embora sem deixar seu novo endereço. Alguém que não está mais neste mundo. Transforme o que você sente por esta pessoa em um poema. Ou em uma única palavra. Amor, ódio ou quem sabe saudades? Ao terminar em hipótese alguma, rasgue, apague ou queime o que você produziu. Guarde como algo extremamente precioso, pois são fragmentos da sua mente que estão ali. Volte para ler tudo isso um tempo depois, para analisar o quanto você amadureceu ou quem sabe regressou.
O tema é livre. Escreva sobre o que você quiser. Papel e caneta na mão. Basta começar.

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Larissa Rodrigues
“Acadêmica de Psicologia. Vivo para capturar a essência de sorrisos, pessoas e feridas que passam por mim, transformando momentos em palavras”.



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