No primeiro artigo recebi muitos e-mails de leitores queixando-se da maneira como são tratados pelos homens que têm a síndrome de Peter Pan, sobretudo reclamaram do comportamento deles nos relacionamentos com as mulheres. Amiúde as queixas são por falta de compromisso ou empatia.

Os homens com a síndrome de Peter Pan também apresentam atitudes imaturas e oscilantes, que afastam as pessoas próximas na família, no trabalho, colegas e amigos, que ficam aborrecidas com seus desatinos. Eles agem com criancices nas relações humanas e têm dificuldades de maturar suas emoções e comportamentos.

A síndrome de Peter Pan não é considerada uma psicopatologia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto ela é cada vez mais evidente, atingindo muitos sujeitos adultos e levando ao insucesso nas suas relações afetivas. O que colabora para fortalecer essa síndrome é o solipsismo estimulado pela nossa sociedade liquída.

Talvez o problema seja originário da superproteção que esses homens receberam na infância e por isso não desenvolveram aptidões necessárias para enfrentar a vida. Eles eram ou são dependentes das mães, com a tendência de buscar mulheres que sejam iguais as suas genitoras.

Muitas companheiras queixam-se que tais homens as comparam com suas mães e não estabelecem o vis-à-vis.  Para eles, os cozidos das mamães são melhores e nada se compara a dedicação que que elas oferecem. Namorar um homem com síndrome de Peter Pan poderá destruir as possibilidades das mulheres vivenciarem relacionamentos saudáveis no futuro.

Os homens meninos têm um elevado grau de narcisismo, em vista disso não conseguem lidar com rejeição e inventam loucuras para impedir que outra pessoa rompa o relacionamento. As mulheres que namoram esses indivíduos sentem-se aliviadas quando eles se recusam em terminar o relacionamento, acreditando, no fundo, que isso é uma preocupação verídica.  Eles são ótimos no encantamento, mas são medíocres no afeto com suas parceiras.

Os homens, com a síndrome de Peter Pan, até podem amar, embora não saibam lidar com os seus sentimentos, transformam-se em criaturas completamente estranhas num relacionamento, ao ponto de realizarem comentários desagradáveis de suas mulheres.

Essa falta de reciprocidade ao mesmo tempo se expressa nas relações sexuais e ademais desvalorizam as necessidades das suas parceiras. Eles adoram festanças, querem aproveitar tudo e dizem que são fiéis, porém nos lugares que frequentam, acabam flertando com outras mulheres.

Portanto, o tratamento da síndrome de Peter Pan necessita de um acompanhamento psicológico adequado aos homens que sofrem com ela e da mesma maneira as suas namoradas ou esposas. A psicoterapia existe justamente para trazer equilíbrio e mudanças nos relacionamentos, que estão em processo de adoecimento psicossomático.

Imagem de capa: Shutterstock/Ollyy

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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