O Psicológico, Emocional X Emagrecimento…

Em alguns casos, são vários os problemas emocionais que podem levar ao aumento de peso ou impedir que a pessoa emagreça.

Vejamos quais:

+ Compulsão Alimentar: Pessoas que comem, não por fome, mas por ansiedade, apressadamente ingerindo grandes quantidades de alimento num período curto de tempo, sentindo-se depois arrependidas ou culpadas, como se fosse uma forma de compensação. De repente começaram a comer e não param mais, a não ser quando estão empanturradas, cansadas ou com mal estar. Se a compulsão estiver presente e não for tratada, inviabilizará todos os esforços da pessoa para emagrecer.

+ Depressão: Hoje em dia afeta  pessoas que estão deprimida, angustiada, triste,  entre outras, uma alteração no comportamento alimentar para mais ou para menos, que pode levá-las a engordar ou a emagrecer. Há em alguns casos queda da motivação para dieta, exercício físico, auto-depreciação, pessimismo, isolamento, confusão mental. Quando a depressão estiver presente em algum grau no paciente a emagrecimento deverá ser tratada prioritariamente.

+ Ansiedade: É um dos maiores vilões, inimigo número um das dietas alimentares, apresenta-se em diversas formas ( pânico, fobia social, ansiedade generalizada, fobias, stress pós-traumático, fobias especificas, entre outras), pessoas tensas, excessivamente preocupadas, com pânico, com medos diversos, podem encontrar no alimento uma fuga para seus males para um estado interno de desconforto.

+ Dificuldades Sexuais:  Conjugais ou Afetivas, é sempre importante verificar o que se esconde por trás de uma obesidade ou excesso de peso. A gordura pode servir como escudo para evitar relacionamentos, não assumir a própria sexualidade ou mesmo como forma de rebelião passiva a situações conjugais conflituosas.

+ Stress: Em alguns casos é comprovado que o stress  influência sobre o peso corporal, seja pelo aumento, alguma medicação ou pelo aumento da quantidade de comida ingerida, que passa a atuar inadequadamente como  mecanismo de anti-stress.

+ Dificuldade de Controle de Impulsos: Pessoas impulsivas que não conseguem adiar a gratificação á médio prazo, são mais vulneráveis a uma sabotagem em sua dieta.

+ Problemas de Relacionamentos: Algumas pessoas têm dificuldades de relacionamento familiar, conjugal, namoro, social (timidez excessiva, agressividade social, baixa qualidade de vida social) podem levar a pessoa a atacar o prato de comida ou não.

Comer de forma excessiva motivado pelos sentimentos faz mal à saúde, quando os sentimentos afetam nosso estômago na hora de comer, fazendo com que a ansiedade, a raiva, a tristeza, aumentem nosso apetite, é preciso tomar alguns cuidado. Isso porque, comer levado pelos sentimentos pode trazer sérios riscos para a saúde. Diante de diversas situações sempre buscamos encontrar uma saída para o sentimento de ansiedade, muitas pessoas acabam cometendo excessos alimentares como busca inconsciente, para amenizar sensações desagradáveis, tais como: cansaço, stress, solidão, tristeza, raiva, gerando um quadro de sobrepeso e até obesidade.

Além das doenças relacionadas ao sobrepeso, como pressão alta, diabetes, doenças do coração e infarto, os efeitos emocionais também são preocupantes, mas mudar a forma de se alimentar envolve questões físicas e emocionais – difíceis de modificar e o principal responsável pelo fracasso das dietas.

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Marta Batista
Psicóloga Clinica/Hospitalar Especialista em Neuropsicologia. Trabalha na profissão há mais de dez anos. Ministrou aulas em uma instituição de Ensino. Atualmente trabalha em dois hospitais e tem um consultório em Recife- PE , onde realiza atendimento aos sábados. Contato: martabsn4.1@gmail.com



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