Para alguns só a palavra “homossexual” pode ser algo incomodo. Mas o meu objetivo aqui é trazer para vocês o meu conhecimento sobre o assunto e a minha experiência de clínica! Não irei focar na diversidade como um todo, mas sim, na questão da atração sexual/amorosa pelo mesmo sexo, okay?

Esclarecendo alguns pontos muito importantes para que possamos começar esse texto: Não é uma escolha, opção, decisão ou ainda doença! A homossexualidade é na realidade uma parte da pessoa, na realidade, da sua personalidade, como todos os outros itens que cada um tem, ou seja, faz parte da essência, do existir como ser humano!

OPÇÃO SEXUAL?

Já deixo claro, que não é apenas uma escolha, é uma parte da existência. Então já vamos tirando aí, muitos mitos e fantasias sobre a homossexualidade. Uma vez um paciente meu me trouxe um exemplo muito bacana: “Ninguém nasce e escolhe a cor da pele, dos olhos e a sua genética e ser gay também não é opcional”.

TRAUMAS CAUSAM HOMOSSEXUALIDADE?

Nenhum estudo científico comprova isso. Mesmo por que a homossexualidade é uma parte da personalidade, por isso não há como um trauma transformar uma pessoa heterossexual em homossexual.

ERRO DOS PAIS?

Que a criação e a relação familiar podem sim trazer alguns problemas isso é um fato, mas não a homossexualidade. Por isso, não há como apontar erro de ninguém, pois ser homossexual não é um erro, é ser e existir e a vida jamais pode ser considerada um erro.

COMO ASSIM PERSONALIDADE?

Para o Jung, nós temos a parte feminina e a parte masculina dentro do aparelho psíquico, que ele chamou de Anima e Animus. Bem, na nossa formação, temos o órgão genital e a nossa psique e não necessariamente um comanda o outro. Você pode ter uma personalidade masculina e o desejo feminino, pode ter a personalidade feminina e o desejo feminino. E isso é independente da genitália. É a formação da personalidade, é a essência de uma pessoa.

O que não podemos é selecionar as pessoas como se fosse apenas 1 item da sua personalidade, elas são ainda um ser humano com uma imensidão de beleza e intensidade.

PRECONCEITO?

Muitos dos meus pacientes sofrem claramente o preconceito, não estamos lá na clínica para tentar cuidar da sua sexualidade, pois isso não é uma doença, mas sim para conseguir aprender a lidar com o preconceito que existe. Seja ele no trabalho, na faculdade, nos bares, nas famílias. Não aceitar alguém por ele ter seu desejo/afetividade pelo mesmo sexo é simplesmente medieval.

Eu desejo infinitamente que as pessoas sejam respeitadas por serem o que são, pois, o seu SELF (essência) é cheio de coisas boas e maravilhosas. Não há cura para uma forma de ser e existir. Só há cura para as dores e sofrimentos. Por isso, com este texto, pretendo criar um pouco de cura para o preconceito.

Meus queridos leitores, desejo que o conceito de que o outro não precisa mudar para se encaixar nos padrões que você acha que é certo, seja totalmente eliminado, continua e sempre irá existir. Com esse texto simples, quero mesmo trazer mais clareza e informações para que as pessoas entendam que elas não precisam sacrificar outros seres humanos, para que eles sejam aquilo que elas acham que eles deveriam ser. Seja você, o que você acha que deve ser!

Imagem de capa: Shutterstock/Lopolo

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Beatriz Brandão

Psicóloga clínica em São Paulo, atendimento individual adulto, atuou por 11 anos com gestão de Recursos Humanos. Foco em desenvolvimento humano. Autora de palestras e workshops.

Atuando há 3 anos com atendimento psicoterapêutico com o foco em desenvolver o processo de autoconhecimento, para que o paciente tenha subsídios para o autodesenvolvimento. Aplicando a Terapia Analítica.

Acredita que a sua missão como psicoterapeuta, de modo colaborativo e humanizado, é auxiliar as pessoas a reconhecerem suas próprias possibilidades e a qualificar suas relações, para isso, desenvolve em seu consultório programas de prevenção e tratamento.


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