Os dois lados da autoestima

A autoestima é o sentimento da aceitação e valor pessoal que temos por nós mesmos. Fundamental para nos sentirmos bem e felizes, ela nos impulsiona a seguir em frente e nos motiva a perseguir nossos objetivos.

Sua formação inicia-se na infância, a partir de como as pessoas nos tratam, podendo alimentar ou destruir a autoconfiança, mediante a valorização que fazemos do comportamento, da assimilação e interiorização da opinião dos demais em relação a nós.

Quem tem autoestima alta respeita-se, reconhecendo seu valor e dignidade, o que não acontece com quem não a tem.

Características das pessoas com boa autoestima:

– São mais otimistas;

– Superam seus problemas e dificuldades pessoais;

– Sentem-se seguras para percorrer novos desafios, tentando superar o medo e assumindo responsabilidades;

– Lidam melhor com seus erros;

– Identificam mais suas qualidades;

– Não precisam da aprovação e nem do reconhecimento alheio, não se comparam com os outros, sentindo-se tanto quanto capaz e importante;

– Apresentam melhor rendimento no vínculo familiar, social e profissional;

– Verbalizam suas vontades e desejos, expondo mais seus pontos de vista;

– Comunicam-se mais e gostam de estar ativos nas relações sociais, sentindo-se adequados;

– Acreditam que são amadas e especiais;

– Cultivam o amor próprio, fazendo algo que os deixe felizes e faça bem, seja ouvir música, fazer exercícios, cuidar da alimentação, fazer uma massagem, fazer Psicoterapia.

Características da pessoa com baixa autoestima:

– São mais pessimistas;

– Tem maiores dificuldades em superar seus problemas e dificuldades;

– Sentem-se inseguras diante de novos desafios, não dando credibilidade a si mesmo, permanecendo no medo;

– Não se permitem errar;

– Identificam mais os seus defeitos;

– Precisam da aprovação e reconhecimento alheio, se comparam bastante com os outros;

– Geralmente, apresentam baixo rendimento no vínculo familiar, social e profissional;

– São mais submissas; permitindo que a vontade alheia prevaleça;

– Sentem-se inadequadas, ficando inibidas nas relações sociais;

– Acreditam não serem merecedoras do amor alheio;

– Apresentam dificuldades até mesmo para identificar algo que o deixe feliz e que faça bem.

Para elevar a autoestima é preciso acreditar que somos capazes, afinal nós podemos mudá-la, tudo está na forma como vemos as coisas.  O primeiro passo é tentar nos aceitar, reconhecendo como “funcionamos”, lidando com nossas qualidades e defeitos.  Conseguimos, então, decidir quais aspectos desejamos melhorar e quais reforçaremos, lembrando que possuímos características que temos que aprender a aceitar, tentando ver o seu lado positivo. Ouvir a intuição e manter um diálogo interno diariamente são atitudes fundamentais.

Vamos tentar viver melhor?

Já parou para pensar qual dos lados você possui?

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Verônica Barban Isaac Botelho
Psicóloga Clínica. Atende crianças, adolescentes, adultos, casais. Também realiza Orientação Vocacional e Laudo para Cirurgia Bariátrica.



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