Os efeitos do hábito de preocupar-se

Abra mão do hábito de preocupar-se excessivamente.

Além de não trazer benefícios, a contínua antecipação dos efeitos de problemas, que talvez nunca se materializem de fato, causa um sofrimento mental que nos rouba energia pessoal indispensável às reais batalhas diárias e, não raro, ocasiona terríveis danos psicossomáticos.

É fato. Seja tentando imprimir tempestividade à ação, seja na busca de aliviar tensões, a preocupação constante e excessiva acrescenta sofrimento mental devastador às inquietações próprias dos momentos de agir e decidir.

Outro efeito danoso da preocupação constante é que, preocupar-se pode virar hábito arraigado, portanto, difícil de eliminar. Como resultado, qualquer problema leva-nos a antecipações catastróficas, deflagradoras de emoções negativas, que levam o fracasso e a desesperança a formar o quadro mais perene à nossa frente.

No estado de preocupação excessiva, a aceleração da expectativa aliada à intensificação exacerbada do impulso de agir sabota a capacidade de julgar num cenário de decisões e prejudica a habilidade de planejar com eficiência. Tendo presente tal constatação, ceda o espaço ocupado pelo desgaste da preocupação obsessiva à serenidade própria de quem age firme e centrado.

Pare de transformar pensamentos ordinários sobre atos cotidianos em negatividade devastadora que traz a desesperança mórbida e que só permite visualizar riscos catastróficos e lembranças de escolhas malsucedidas.

Há antídotos para a desesperança: pensar com amplitude, tirar o foco do medo e imaginar a situação a enfrentar na perspectiva dos benefícios que trará.

Então, deixe-se guiar pela sua própria força interior. Exclua o pessimismo mórbido. Como? Substitua a corrente de pensamentos inquietantes pelo exame consciente da realidade e troque a preocupação doentia por esquemas de ação mobilizadores do melhor de seu potencial.

Em suma, quando a preocupação inútil persistir, lembre-se que a estrela da sorte está no pensamento claro, na ação planejada que ultrapassa receios infundados e nas emoções que impulsionam o agir e não o temor infundado do futuro.

Imagem de capa: Shutterstock/PKpix

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Liduína Benigno Xavier
Psicóloga, Mestre em Educação, formação em Facilitação de Processos humanos nas organizações, a escritora é consultora organizacional há mais de vinte e cinco anos; É autora do livro: Itinerários da Educação no Banco do Brasil e Co-autora do livro: Didática do Ensino Corporativo - O ensino nas organizações.Mantém o site: BlogdoTriunfo que publica textos autorais voltados ao aperfeiçoamento pessoal dos leitores e propõe reflexões que ajudam o leitor a formar visão mais rica de inquietações impactantes da existência.

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