“Te ver e não te querer é improvável é impossível, te ter e ter que esquecer é insuportável, é dor incrível.” (Skank)

Resistir a uma promoção, a uma vitrine cheia de produtos anunciados com 50%, 70%, 80% de desconto é quase improvável ou impossível, não é mesmo? Isso porque nosso cérebro funciona independente da nossa vontade.
Diante de uma promoção, por exemplo, é muito difícil conseguir pensar na compra de uma forma racional, olhando se de fato necessitamos daquele produto. A grande questão por traz disto é que as lojas não nos vendem apenas produtos, elas nos vendem sonhos. Portanto, o ato de comprar é invadido por várias influências inconscientes como percepções, sentimentos, satisfações, bem-estar, recompensa, poder, prazer. Esse é um dos motivos que nos faz adquirir tantas coisas que não precisamos; pois primeiro compramos, e só depois pensamos o motivo que nos levou a comprar.
Mas ter uma promoção ao alcance das mãos, ou do cartão de crédito, e ter que dizer NÃO e esquecê-la, pode ser uma ideia insuportável. A explicação é simples: a promoção nos dá a sensação de um bom negócio, afinal estamos comprando algo abaixo do preço, essa sensação de estar tirando vantagem sobrepõe muitas vezes nosso lado racional de pensar no porque estamos comprando aquilo.

Dá uma olhadinha aí nas suas coisas e me diz: quantos produtos você comprou na promoção para aproveitar o preço, mas nem usou? Aquela calça que nem era seu estilo, mas estava num valor legal, aquele sapato que nem ficou tão confortável, mas não poderia perder aquele desconto.
Fazer escolha é diferente quando não temos uma ligação emocional muito forte com o produto, quando nossas emoções não tem tanto efeito sob nossa compra fica mais fácil ser racional e tomar uma decisão mais lógica, mais pensada. Contudo, na sociedade em que vivemos, pensar sobre nosso padrão de consumo não é um aspecto valorizado, pois o que nos rege é a ditadura do consumo: ter para ser!

Imagem de capa: Shutterstock/Halfpoint

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Angelica Neris
Olá, sou psicóloga e professora de língua espanhola. Trabalho como psicoterapeuta de casais, famílias, indivíduos e grupos, além da psicoterapia atuo em projetos de saúde laboral, psicologia do esporte e do exercício e orientação profissional.

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