É muito comum abrir o Facebook ou alguma outra rede social e se deparar com alguém expondo suas lamúrias, seus descontentamentos e fragilidades em sua timeline. Ok, eu sei que existe aquele argumento de que: “a rede social é minha e eu posto o que quiser…” Tudo bem, não estou discordando disso. Mas qual é o resultado prático de tal exposição? Em que tal exposição pode te ajudar?

Por mais que você tenha amigos super atenciosos e gentis, eles certamente não representam 100% do pessoal presente em suas redes sociais. Sabemos que até existem pessoas que se interessam em ter notícias suas por nutrir algum apreço por você, mas em contrapartida, existem também outras que se interessam por pura curiosidade, que na maioria das vezes fazem julgamentos desnecessários.


Sem falar que a posição de ouvinte de um amigo, por mais carregada de boa vontade que esteja, não representa em si nenhuma técnica terapêutica, não há em uma conversa entre amigos nenhum lugar de isenção, onde na maioria das vezes só vão dizer o que você quer ouvir. Entenda que não estou desmerecendo a importância de um ombro amigo ou de uma palavra de conforto, todos nós precisamos disso em algum momento.

Se fossemos parar para pensar nos possíveis motivos que levariam a alguém expor suas dores nas “praças públicas” das redes sociais, levaríamos horas e horas, e nem assim esgotaríamos as infindáveis hipóteses, mas não é disso que se trata. A vivência clínica não permite generalizações, cada caso é único, não existem receitas mágicas que darão conta de curar a dor de todas as pessoas.

Por isso, sempre que precisar desnudar sua alma, procure alguém que realmente vai poder te oferecer ferramentas para transformar este sentimento que neste momento está te proporcionando tamanha angústia.

Procure um Psicólogo, procure um psicanalista, procure alguém que pode de fato te ajudar a se ajudar.

Imagem de capa: Shutterstock/pathdoc

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Psicólogo Clínico, também atua como Orientador Profissional, pós graduando em Teoria psicanalítica e práticas clínico-institucional. Criador do Blog Vivendo a Orientação Profissional. Observador do cotidiano, apaixonado por gente, músicas, livros e animais

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