Se a gente fosse papel…

E se a gente fosse de papel? Doeriam menos as palavras pesadas, aquelas carregadas de ódio e rancor que tentaram outrora escrever sobre nós? Era só apagar.

E se a gente fosse de papel? Amaríamos mais em verdadeiras cartas de amor, aquelas escritas em nós para tentar conquistar? Era só ter coragem.

E se a gente fosse de papel? Poderíamos então confiar que caso molhados, alguém cuidaria de nós a fim de nos preservar? Era só acreditar.

E se a gente fosse de papel? Origami pra fazer criança feliz ou documento de posse pra adulto sorrir? Era só perceber.

Se a gente fosse papel, se a gente não viesse do céu, se a gente fosse fácil de amassar. Talvez a gente nem existisse, mas quem sabe é uma tolice querer se perpetuar. Se a gente fosse papel, se a gente fosse feito de Natureza, talvez déssemos mais importante à beleza das matas e afins. Se a gente fosse papel pensaríamos antes de escrever, pois nós não queremos morrer com marcas de coisas ruins.

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Carlos Santos
21 anos, artísta plástico e ilustrador, estudante de bacharelado pleno em psicologia pela Faculdade Guararapes, Rede Laureate International Universities. Ativista do CAPE - Coletivo Antiproibicionsta de PE, dedica-se à trabalhos de cunho social como por exemplo, debate sobre a criação de uma nova política de drogas, Ações de Redução de danos, bem como questões sobre minorias politicas (movimento feminista, LGBTT, entre outros).



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