Durante os 9 meses de gestação, mudanças e sentimentos vão acontecer das mais variadas formas, até que chegará um dos momentos mais esperados: o nascimento do bebê. Junto a ele uma nova mistura de sentimentos, que tornarão esta relação cada vez mais viva e intensa, fortalecendo-a dia após dia, mesmo sem saber o que lhes aguardam para os próximos momentos.

Logo que nasce, o choro do bebê anuncia sua chegada e ele já passa a interagir com seu novo ambiente, seus cuidadores e com a mamãe emocionada, que mal consegue vê-lo entre as lágrimas de amor e alegria (como sonhou com esse momento!). Apesar do cordão umbilical ter sido cortado, as adaptações do bebê ao novo mundo já começaram, e é a mamãe quem será o principal mediador.

Em seus primeiros minutos de vida, o bebê é exposto a vários estímulos totalmente novos (ar, frio, sons, luz), diferentes do ambiente aconchegante dentro da barriga, restando somente a voz da mãe como algo que lhe soa familiar. Para que ele possa sentir novamente o aconchego uterino é essencial a construção de um novo elo entre mãe e bebê, principalmente através dos cuidados que estabelecerão um vínculo afetivo, evidenciando para o recém-nascido o amor, o afeto, o cuidado e vários outros sentimentos maternais.

O contato físico é o principal meio de trazer segurança ao bebê, através do segurar no colo, amamentar, dar banho, massagear, conversar com ele. Estes cuidados diários reforçam todos os sentidos do bebê, que acabam fortalecendo a relação com os cuidadores, no caso a mamãe e o pai.

Mãe e bebê criam uma relação de troca constante com o passar dos meses e vemos que a interação se torna familiar. A mãe regula-se ao ritmo do bebê e começa a reconhecer de forma natural suas necessidades, seja pelo choro, o olhar ou até mesmo pelo momento do dia. Ela começa a ficar mais segura em suas percepções assim como o bebê passa a confiar nela, a pessoa que entende suas necessidades. Este vínculo criado será fundamental e essencial para a vida e desenvolvimento do bebê.

É comum para a mãe se deparar com um mundo e uma rotina totalmente novos. Quando acompanhados de alterações hormonais, podem ocorrer situações de estresse e ansiedade, inclusive nas pessoas que estão envolvidas.

Enfrentar todas estas mudanças e alterações pode ser muito difícil para a nova mãe, principalmente com o risco de afetar o bebê. Então, o acompanhamento psicológico se torna um importante aliado neste momento. Será muito mais fácil manter o equilíbrio da saúde emocional e entender como lidar com esta mistura de sentimentos. O vínculo com o bebê deve sempre ser reforçado para que ele se sinta acolhido e pertencente a esta família.

Dúvidas? Escreva para: jeniferclongo@gmail.com

Tel: (11) 98824 7963

Referência Bibliográfica

POMMÉ, E. L. O vínculo mãe – bebê: primeiros contatos e a importância do holding. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC – SP, 2008

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Jenifer Longo
Jenifer Longo é Psicóloga Clínica e Especialista em Psicologia Organizacional.

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