Já parou pra pensar no quanto suas escolhas definem o que você tem vivido hoje? Já refletiu sobre quantas angústias cada escolha feita renderam a você? E como foi e tem sido lidar dia a dia com essas angústias? Será que você tem conseguido equilibrar essas angústias de forma a não deixar que elas a façam abandonar planos e sonhos que você idealizou por tantos anos?

Imaginemos o papel das escolhas na nossa vida. Convivemos com escolhas que para alguns podem ser mais simples, como por exemplo, escolher a roupa que irá vestir hoje.
Sim, a roupa que você está usando neste momento foi uma escolha feita por você ou pelo menos aceita por você. De toda forma, o que saliento é que você é responsável por suas escolhas.

Então você poderia me dizer: “Você está errada!A roupa que estou usando hoje no trabalho é o uniforme da empresa, logo foi escolhida por ela e não por mim!”
E se eu te der uma nova visão sobre a mesma situação?

Ok! O uniforme foi escolhido pela empresa, mas quem escolheu trabalhar nessa empresa aceitando assim a condição de usar esse uniforme foi quem? Você!Concluímos então que sim, você escolheu esse uniforme! Poderia ter escolhido trabalhar em um local onde você tivesse a liberdade de usar a roupa que quisesse. Certo?

Reparou como às vezes nós não nos sentimos responsáveis por algumas escolhas? E acabamos transferindo a responsabilidade para os outros? E esse é o início de um ciclo que pode se tornar uma grande dor de cabeça ou talvez esteja aí a raiz dos seus problemas: a falta de reflexão sobre suas escolhas.Quer saber como?

Você diariamente convive com diversas pessoas: amigos, familiares, colegas de trabalho e sociedade no geral.

Quantas vezes você culpou alguém pelo que te acontece?
E culpar alguém te trouxe alívio?
Curou sua ferida?
Te deixou menos angustiado?
Apagou o que aconteceu?

Essas são perguntas pra você refletir que apesar de parecer mais fácil nos colocarmos como vítima de uma situação, mesmo que em alguns casos sejamos, isso não nos trará benefício algum. Pelo contrário, aumentará ainda mais nossas angústias a procura sempre de culpados pelo sofrimento que temos hoje. E procurar culpados não nos liberta de dor alguma, porque o que já foi feito não há como desfazer, não se muda o passado. O que fazer então?

Passe a refletir sobre as escolhas que você tem feito na sua vida. Você torna consciente as escolhas que você faz ou você vai vivendo de forma automática como se não tivesse mais escolha alguma a fazer? Sabia que até quando você diz que não quer fazer escolha alguma, essa também é uma escolha? Você não precisa e nem deve passar os dias da sua vida como se tudo já estivesse determinado. Como se tudo já estivesse escolhido.

A mudança que um dia você sonhou, mas que hoje você abandonou, é a que te conduzirá até os seus sonhos. E para que essa mudança aconteça é preciso que se faça NOVAS ESCOLHAS! Escolher sempre as mesmas coisas te fará ter sempre os mesmos resultados. E se estes resultados tem te trazido muita dor, insatisfação, tristeza, desânimo e vários outras emoções que tem consumido a sua paz, por que insistir nelas?

Novas escolhas nos deixará sim angustiados pelo menos por um momento, porque você só sabe o resultado de uma escolha quando realmente faz a escolha e vivência o retorno dela. Mas quando esse retorno vem, você agradece por finalmente ter saído daquele lugar, daquela situação ou daquela vida, onde você não aguentava mais viver. E assim passa a viver o que talvez você passou anos sonhando e que achava que seria algo inalcançável.
Quer pegar seus sonhos de volta?Quer realmente vivê-los? Não está conseguindo ainda?

Imagem de capa: Shutterstock/Africa Studio

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


Compartilhar

RECOMENDAMOS


Ana Paula Alvarenga - Existência em Equilíbrio
Ana Paula Alvarenga, da página Existência em Equilíbrio, é Psicóloga Clínica, Pesquisadora sobre Ansiedade,Depressão, Tanatologia e Suicidologia, com Extensão em Dependência Química pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no contexto clínico em seu consultório particular atendendo adolescentes, jovens e adultos sob orientação fenomenológico-existencial. Também atende através de Orientação Psicológica de forma Online para situações breves e pontuais. Atua com ênfase no tratamento para depressão, ansiedade, ideação suicida, baixa autoestima, estresse, traumas, dependência química, relacionamentos tóxicos, timidez excessiva e fobia social. Orientação no Planejamento de Carreira.

COMENTÁRIOS