Aline Patrícia

A Contribuição da Psicologia em casos de Transtornos Alimentares. Uma breve apresentação.

Diariamente vemos pessoas preocupadas com peso e aparência corporal. Preocupar-se com o bem estar é preciso, no entanto é preciso atentar-se, uma vez que o excesso de preocupação ou a completa ausência dela, pode sequenciar um comportamento alimentar disfuncional, o que chamamos de Transtorno Alimentar.
A maior parte das vítimas destes transtornos alimentares está localizada entre os jovens, em sua maioria, mulheres, sendo o público masculino apenas 20% da população que sofre de transtornos alimentares. Transtornos alimentares são comportamentos alimentares que geram grande prejuízo à saúde de um indivíduo. Sendo notável o aumento de peso corpóreo ou diminuição acelerada do peso, sem que o indivíduo tenha controle. Como exemplos extremos temos a obesidade e a anorexia.
Trago em pauta o Transtorno de Compulsão Alimentar caracterizado pela ingestão de quantidades excessivas de alimentos em curto espaço de tempo. É comum os pacientes relatarem que perde o controle de quanto e quando comeu. O indivíduo come mais rápido que o normal, às vezes come até mesmo sem estar com fome e em casos graves a pessoa opta em comer sozinha por sentir vergonha da maneira e do quanto come.

Após os episódios de ingestão, vem o sentimento de arrependimento, culpa e depressão. Índices mostram que 10% da taxa de mortalidade são decorrentes de transtornos alimentares.

O que pode desencadear um T.A.?
Nossa rotina tende a nos direcionar para o que é mais fácil e prático, por este motivo a alimentação saudável muitas vezes é deixada de lado por “falta de tempo”. Junto à ausência de hábitos saudáveis temos os fatores biológicos e socioculturais, e ainda com grande peso, os problemas emocionais como: perdas, rompimentos, rejeições, estresse, ansiedade, preocupações, etc.

Como a Psicologia pode contribuir?
A Psicoterapia tem mostrado bons resultados ao trabalhar o comportamento alimentar, modificando os padrões de comportamento por meio de auto monitoramento de pensamentos automáticos, possibilitando o aumento da autoestima, permitindo resultados que motivam a perseverança no tratamento, além de fornecer apoio emocional, permitindo ao indivíduo melhor condições de conviver no meio social. A Terapia ainda pode ser estendida aos familiares, por meio de orientação em procedimentos que auxiliem a melhora do cliente que sofre de transtorno alimentar.
Sobretudo, é necessário tanto ao indivíduo quanto aos que convivem com ele, entender que um transtorno alimentar precisa ser tratado. Durante o tratamento, é preciso ter calma, persistência, disciplina e a prática de atividades físicas, lembrando sempre que: PARA UM CORPO SAUDÁVEL É PRECISO UMA MENTE SAUDÁVEL.

Aline Patrícia

CRP: 06/131954 - Psicóloga com atuação clínica, Pedagoga e Pós-graduanda em Neuropsicologia.

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