As doenças mentais não tem rosto, ou seja, elas podem se manifestar em qualquer um, independentemente de sua nacionalidade, etnia ou profissão. Algumas pessoas, entretanto, estão mais sujeitas a desenvolvê-las devido a fatores críticos, como desigualdade social e econômica.

Segundo a Aliança Nacional sobre Doenças Mentais, os afro-americanos têm 10% mais chances de sofrer sérios problemas psicológicos do que outros grupos. É por isso que Changa Bell, de Baltimore, Maryland (EUA), dedica sua vida a tornar a cura mais acessível a outros homens negros.

Ao crescer, Changa conheceu na pele uma realidade que a maior parte dos homens negros vive, a cobrança para seguir determinandos modelos de comportamentos que a sociedade entende como ‘masculinidade’. Essa cobrança desconsidera individualidades e as próprias questões que cada um lida internamente. Então, mesmo que seu pai fosse praticante de ioga, Changa nunca imaginou que esta seria um dia a sua maior paixão.

“Fui criado nos anos 80, e o yoga não era visto como uma coisa legal de se fazer”, disse Changa à Revista People. Mas quando soube que tinha um problema cardíaco sério no início dos anos 2000, sabia que precisava fazer uma grande mudança no meu estilo de vida. Então parei com a bebida e com o cigarro e comecei a praticar yoga.

Changa rapidamente se viciou na prática saudável. Ele até se tornou instrutor certificado. E foi aí que ele sentiu crescer dentro dele a necessidade de com outras pessoas a prática que o tinha ajudado a se abrir e se libertar de velhos padrões. Ele queria principalmente criar um lugar onde homens negros em Maryland pudessem encontrar cura e um senso de comunidade.

“Homens negros em particular eram excluídos pela comunidade de yoga”, disse Changa. “A sociedade espera que nós, homens negros, sejamos violentos, hiper sexualidados, seguindo um padrão de masculinidade tóxica. Eu queria fazer um enorme sinal de boas-vindas que dizia: ‘Você é bem-vindo aqui e vamos nos curar!’”

Ele então fundou a Iniciativa de Yoga para Homens Negros. No começo, fazer com que os homens aparecessem para as sessões foi bastante difícil, mas Changa sabia que era “um trabalho em andamento”. E ele estava absolutamente certo! Agora, dezenas deles participam das aulas e Changa já pode ver os efeitos positivos.

“Vi mudanças em suas emoções”, disse ele. “Eles conversam conosco sobre mudanças na vida doméstica, se dizem ‘pessoas diferentes’”. Ele acrescentou: “Às vezes, as esposas entram aqui e me dizem: ‘Não sei o que você está fazendo com meu marido, mas continue fazendo isso!’”

Changa finalmente espera capacitar pelo menos 1.000 outros homens negros para se tornarem instrutores de ioga licenciados, e ele está a caminho. O patrono Ibrahim Auguste disse: “O trauma está profundamente entrelaçado em nossa existência. Temos que expressá-lo aqui.”

Enquanto isso, Changa está viajando pelos Estados Unidos para compartilhar sua sabedoria e espalhar sua paixão para o maior número de pessoas possível.

O BMYI planeja expandir para quatro aulas por semana em cinco locais ao redor de Baltimore, o que significa que ainda mais pessoas experimentarão aceitação e cura. Que bela maneira de fazer a diferença na sua comunidade, Changa!

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Inspire More.
Fotos: Facebook.

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