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Milton Neves fala sobre depressão e a morte da esposa: “Até morrer eu vou estar chorando

O comentarista esportivo Milton Neves concedeu uma entrevista recentemnete ao portal F5, da Folha, na qual falou sobre como anda sua rotina após ter se desligado da Band, em dezembro do ano passado. Ele contou que esté enfrentando uma depressão e que sofre diariamente com a saudade da esposa, Lenice, que faleceu em agosto de 2020, aos 65 anos, em decorrência de um câncer.

“Minha vida está horrível. Estou vivendo numa casa que cabem umas 70 pessoas, eu, o caseiro e a mulher do caseiro. Passo os dias deitado, numa depressão danada, fico sonhando com minha mulher. Meu único amor da vida inteira. Só tive um namoro, um noivado e um casamento na vida. Agora ela foi para o céu. Ela me deixou no dia 30 de agosto de 2020 e desde então minha vida virou um horror.”

Neves revelou que pediu demissão da Band por estar “psicologicamente derrotado” e disse estar tratando a depressão, mas sem obter muitos resultados. “Já mudei de psicólogo e psiquiatra umas três vezes cada, mas não tem conserto. Esses dias fui lá no Jassa cortar e pintar o cabelo, porque meu cabelo estava parecendo o Einstein. Encontrei o Silvio Santos. Ele está muito lúcido, com uma voz linda. Ele virou para mim e falou: ‘moço, o senhor está triste, hein’. Eu falei [chorando]: ‘estou mesmo’. Ele me indicou remédios, me deu conselhos para lidar com a depressão. Mas não tem jeito. Até morrer eu vou estar chorando.”.

O ex-comentarista da Band contou ainda como sua família reagiu à doença de Lenice: “Ficamos dois anos de hospital em hospital. Meus filhos conseguiram o melhor hospital de Nova York, custava 210 mil dólares. Falei ‘manda brasa, eu vou até onde for para salvar ela’. Mas na época [pandemia de Covid] o Trump baixou um decreto proibindo pousar aviões de 39 países, incluindo o Brasil. Tivemos o maior apoio no Einsten, no Sírio Libanês, na Rede D’or. Esses dias eu fui fazer um check-up no Einstein e conheci um médico baixinho, careca, muito simpático e ele falou: ‘Eu que tratei da tua mulher’. Eu falei [chorando]: ‘Doutor, traz ela de volta?'”

“Falo o nome dela umas 80 vezes por dia. Fico conversando com os retratos dela na cabeceira da minha cama. Eu que tinha que ter tido essa desgraça, da vida louca que eu tive esses anos todos. Ela não merecia isso [chora]. Mas esse trem que mata 90% das pessoas que pegam… Eu queria que fosse comigo, ela não merecia.”, desabafou.

Quatro anos após o falecimento da esposa, Milton Neves aijnda guarda luto. “Eu não encosto em mulher nenhuma. Não vou casar nem namorar nunca, sinto que seria traição. Estou guardando luto desde o dia 30 de agosto de 2020 e vou guardar para sempre.”.

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