Katie, uma moradora do Alabama, nos Estados Unidos, estava na casa dos trinta anos e passando por um momento difícil na vida. Seu casamento havia terminado há pouco tempo e ela sentia-se insatisfeita com a própria vida, lutando para encontrar a si mesma e ao seu rumo. Ela sabia que a única coisa que podia fazer era recomeçar do zero, e então decidiu se mudar para Denver, no Colorado, onde começou um novo emprego no setor de construção comercial e comprou uma casa grande para viver. Mas ainda lhe faltava algo: a família perfeita com a qual sempre sonhara.

Katie então se encheu de coragem e decidiu ser mãe a qualquer custo, e foi aí que ela se ofereceu para ser mãe adotiva. Ela comunicou sua vontade a uma assistente social e, apenas duas semanas depois, recebeu um telefonema sobre um bebê que havia sido abandonado pela mãe em um hospital próximo.

O bebê, de apenas quatro dias, tinha sido exposto a drogas enquanto estava no útero da mãe. Por sorte, o pequeno não mostrava sinais de abstinência e, posteriormente, exames constataram que as substâncias químicas não causariam efeitos a longo prazo na criança.

Comovida e já apaixonada por aquele bebezinho, Katie o pegou nos braços e o levou para a sua casa. Ela deu a ele o seu nome favorito de menino: Grayson. Com aquele pequenino ser indefeso entrando em sua vida, ela finalmente descobriu o mais poderoso de todos os sentimentos, o amor de mãe. Sua vida foi preenchida de significado e ela sentia-se plena pela primeira vez em muitos anos. Mas esse era só o começo de uma história cheia de surpresas e emoções à flor da pele.

Katie sabia que queria uma família maior, mas planejava esperar um tempo, até que Grayson estivesse mais velho, para analisar outra adoção. Mas ela não contava com uma surpresa do destino: apenas um mês depois de adotar Grayson legalmente, quando o menino tinha 11 meses, um telefonema inesperado a informou sobre uma garotinha recém-nascida que também havia sido abandonada pela mãe e que precisava urgentemente de um lar. O bebê foi deixado no hospital com o nome de Hannah.

Assim como Grayson, Hannah também havia sido exposta a drogas enquanto estava no útero da mãe e abandonada no mesmo hospital que ele. Katie sabia que precisava ajudar aquela criança. “Durante os 10 minutos seguintes e os telefonemas posteriores que fiz naquela tarde, eu não parava de repetir ‘Eu sei que estou doida, mas Deus está me dizendo para aceitar’”, relembra Katie.

Horas depois, Hannah foi deixada na casa de Katie, onde, com Grayson, ela encontrou seu novo lar.

Mas as surpresas não pararam por aí, logo depois de trazer a a bebezinha para casa, Katie notou o nome da mãe na pulseira de Hannah: era o mesmo nome da mãe biológica de Grayson. Olhando os documentos da alta da menina, ela percebeu que sua mãe biológica também tinha uma data de nascimento semelhante à da mãe biológica de Grayson.

Embora Grayson e Hannah não se parecessem em nada, Katie passou a suspeitar que seus dois filhos recém-adotados fossem, de alguma forma, parentes de sangue.

“Grayson é meio afro-americano, com uma bela pele mais escura e cabelo encaracolado escuro”, escreveu Katie em seu blog. “A neném tem uma pele branca pálida, com cabelo loiro-ruivo liso.” Olhando para essas duas crianças lindas, ninguém suspeitaria que são parentes, mas Katie tinha um forte pressentimento.

Após meses de buscas incansáveis, Katie finalmente conseguiu localizar e reunir-se com a mãe biológica da menina. No instante em que se conheceram, Katie imediatamente soube que ela também estava olhando para a mãe biológica de seu filho.

Uma encarregada do caso investigou, e um teste de DNA confirmou aquilo que já se suspeitava, Grayson e Hannah eram meios-irmãos. Katie ficou muito emocionada com essa descoberta.

“E se a menina tivesse ido para outra família?”, Katie perguntou em seu blog. “Nunca teríamos encontrado a ela ou a mãe de Grayson. A conexão nunca teria sido feita! Eu não podia acreditar no milagre que tinha acontecido.

Em 29 de dezembro de 2018, Katie, Grayson e Hannah foram todos para o tribunal e, depois de uma audiência emocionante, foi declarado: Hannah era filha de Katie por lei e seria criada junto com seu irmão. Eles se tornaram então uma linda família.

“Eles estavam destinados a se encontrar, isso está muito claro. Eu acho que essa era a intenção de Deus desde o início.”, disse a mamãe orgulhosa.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Conti Outra.
Fotos: Instagram / woodandgraceblog.

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