Um novo estudo, publicado na JAMA Psychiatry e noticiado pelo espanhol La Vanguardia, confirmou algo que pesquisas anteriores já haviam detectado: o consumo de paracetamol durante a gravidez pode causar danos ao feto.
Para o estudo, quase mil mães e crianças entre 1998 e 2018 foram analisadas, com o intuito de detectar biomarcadores de paracetamol no sangue do cordão umbilical.
Os resultados mostram que um terço das crianças teve um desenvolvimento intelectual e congnitivo normal. Um em cada quatro tinha TDAH, cerca de um em cada sete tinha TEA e um em cada 25 tinha ambos. Três em cada dez tiveram outras deficiências de desenvolvimento.
Pesquisas anteriores já haviam sugerido uma possível ligação entre o uso de paracetamol durante a gravidez e o aumento no risco de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro do autismo (TEA) nos seus filhos, mas sem chegar a conclusões sólidas.
Andres Hennan, professor de obstetrícia do King’s College, em Londres, contesta os resultados do novo estudo. “O paracetamol é recomendado durante a gravidez”. “Esse tipo de estudo não controlado não implica que o seu uso cause autismo, pois o motivo do uso de paracetamol pode ser o problema, e não o medicamento em si”, explica.
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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Notícias ao Minuto.
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