Os sofrimentos são sensações que tentamos fugir, buscamos tratamento e queremos a cura, porque são sinais de alertas de que existem coisas desarmônicas em nós. Mas têm pessoas que sofrem em silêncio com suas dores, escondendo-as dos familiares e dos amigos.
Na verdade, essas pessoas são ambivalentes, entre o querer morrer e o querer viver, consumindo-se pelos traumas e pelo silêncio, que andam de mãos dadas. Não é fácil para elas falar o que lhes fere, pois, o sofrimento continua sendo um estigma.
Além do mais, o mundo é insensível com os que se queixam de suas dores, visto que demonstra falta de coragem. Para tanto, a sociedade cria dispositivos para evitar a dor, porém, desdenha as pessoas que sofrem de algum transtorno físico ou mental, vide que esperam que elas estejam sempre felizes.
Por exemplo, é o caso de mães que escondem seus sofrimentos, temendo serem criticadas por sentirem-se sobrecarregadas. Por isso que a depressão pós-parto é ainda hoje um tabu e há mulheres vítimas de violência doméstica que ficam caladas, por medo de denunciar seus agressores.
No entanto, qualquer pessoa pode deixar de sofrer em silêncio, tomando algumas atitudes efetivas, como evitar pensamentos negativos, parar com a autossabotagem, trabalhar o autoconhecimento, buscar a espiritualidade e procurar ajuda terapêutica.
Portanto, isso impede que o sofrimento se prolongue e traz a conexão com os nossos semelhantes, uma vez que não devemos descuidar de amar a nós mesmos, o que significa que a dor não é eterna e o sofrimento tem fim.
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Jackson Buonocore
Sociólogo, psicanalista e escritor
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