SOCIEDADE

Christiane Torloni faz rara declaração sobre morte do filho: “Uma história que não teve o seu futuro”

A atriz Christiane Torloni, que ficou conhecida por inúmeros personagens marcantes em novelas da Globo, como a protagonista Helena, de ‘Mulheres Apaixonadas’, e a vilã Tereza Cristina, de ‘Fina Estampa’, anunciou sua saída da emissora de Roberto Mariunho em abril deste ano, após quase 50 anos de contrato. Longe das telinhas, ela vem se dedicando ao teatro e está engajada em causas sociais, como a luta dos povos originários na Amazônia. Em entrevista concedida recentemente à Marie Claire, a artista falou sobre o afastamento da TV, a dor do luto e as causas que a movem.

Torloni, que está em cartaz com a peça Dois de Nós, ao lado de Antonio Fagundes, contou que tem recusado papéis na TV por falta de interesse. “Fiz meu último trabalho [a novela O Tempo Não Para (2018)], mas veio a pandemia e emendei outros projetos. Neste momento, a televisão realmente não me interessa. Eu tenho recusado papéis porque não tenho vontade de fazer o que já fiz. Ou você dá um salto pra uma coisa que você ainda não fez e vai experimentar ou você fica perdendo seu tempo”.

Outro fator que tem ocupado sua atenção é o engajamento em causas sociais, especialmente a luta pelos direitos dos povos originários da Amazônia. A atriz é uma das vozes mais ativas em prol da preservação do meio ambiente e dos povos ancestrais do Brasil. “Nos últimos anos, fui me interessando por outra maneira de contar a história, a dos nossos povos ancestrais”, declarou. Para Torloni, os indígenas têm uma visão do planeta que deveria ser valorizada e aprendida pelas gerações atuais. “Acho que os indígenas pensaram o planeta de uma forma mais organizada, muito mais feliz, muito mais interessante do que a gente vive”, acrescentou.

O luto também é uma constante em sua vida. No final de 2023, Christiane perdeu seu pai, o ator e diretor Geraldo Matheus. A dor da perda se soma ao luto pelo filho Guilherme, falecido em um acidente trágico em 1991, quando tinha apenas 12 anos. “É uma tragédia, porque é um acidente, é uma miséria. Você sabe que vai passar a vida inteira fazendo compressas no seu coração. A gente tem uma lembrança do Guilherme que é uma lembrança linda, porque era uma criança linda, mas é uma história que não teve o seu futuro. Você vê tudo que tinha ali para acontecer, ele provavelmente seria um desenhista maravilhoso, tinha vários talentos”, desabafou Christiane.

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