SOCIEDADE

Escola proíbe menino de trançar os cabelos para ir às aulas. A mãe dele acusa discriminação

Uma mãe teve que cumprir a dolorosa tarefa de explicar ao seu filho de apenas quatro anos algo que é difícil de aceitar mesmo já sendo um adulto: a sociedade nem sempre vai te aceitar como você é, por Mas isso não é justo e precisamos lutar para preservar nossa identidade.

Tudo começou quando a escola do seu filho proibiu o pequeno de frequentar as aulas usando os cabelos trabçados. O argumento da instituição é que o penteado “viola o código de vestimenta”. A mãe não aceitou a justificativa e trata o caso como um episódio de discriminação.

No início de março, o pequeno Jett pediu à sua mãe, Ida Nelson, para fazer uma trança em seu cabelo. Segundo a mãe, ele parecia muito feliz e orgulhoso ao mostrar aos amigos e professores o seu novo penteado.

Porém, a alegria de Jett não foi o suficiente para a escola, que pediu ao pequno que não voltasse a usar tranças, já que a instituição não permite que as crianças usem “tranças, dreadlocks, laços ou cabelos decoloridos”.

Depois disso, a mãe – que também havia frequentado a mesma escola chamada Providence St. Mel’s – disse que estava enojada com aquelas “normas” tão retrógradas em pleno 2021 e, principalmente porque elas poderiam aumentar as insegurançãs de um menino negro com os seus cabelos.

Mas isso não foi tudo, porque depois que Ida puxou as tranças de Jett e decidiu amarrar o cabelo em um rabo de cavalo, a escola ligou novamente para dizer que “era outra violação do código de vestimenta”.

Porém, Ida não ficou de braços cruzados e levou sua reclamação ao diretor da instituição, Tim Ervin. A atitude, entretanto, trouxe uma surpresa bastante desagradável. O homem disse a ela que crianças que usam tranças podem ser vistas como uma espécie de “distração” e que por isso seria preferível que elas não usassem. Ele disse ainda que a intenção não é discriminar os cabelos das crianças negras, mas que a escola tem preferência, e essa é uma de suas políticas.

Depois de perceber que não obteria uma resposta melhor da escola, Ida decidiu que a melhor maneira de ser ouvida era divulgar a história em suas redes sociais. Ela sempre soube que muitas pessoas negras se identificariam com essa narrativa, pois invariavelmente já sofreram com situações parecidas.

Sabemos que os regulamentos escolares geralmente têm como objetivo “manter a ordem” e prevenir o comportamento impróprio dentro das instituições. E embora no passado as coisas fossem bastante rígidas, ainda existem certas regras que pertencem a outra época. É preciso que as escolas também façam a sua lição de casa e estudem mais sobre identidade.

Todas as crianças precisam ser acolhidas e ter sua identidade respitada no ambiente escolar.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de UPSOCL.
Fotos: Colin Boyle / Block Club Chicago.

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