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‘Fui ao fundo do poço e precisei me salvar’, revela Wanessa Camargo

Wanessa Camargo vive uma nova fase de sua vida, e isso se reflete também em sua carreira profissional. Alça acaba de lançar seu novo álbum, “Livre”, que batiza a sua turnê inédita, que já tem seu primeiro show marcad para este sábado (5) no Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em uma entrevista ao jornal O Globo, a cantora de 40 anos falou sobre esse novo momento.

“Estou num processo de cura que leva uma vida inteira — diz, sobre constantes ataques de pânico e crises de ansiedade. — A liberdade é fruto de um processo, e só entendi isso agora”, disse Wanessa.

A cantora ainda falou sobre como esse período de mudanças se reflete na sua música. “O fio condutor de meu novo trabalho é a minha história: uma mulher em busca de si mesma e da liberdade para ser quem é, agindo conforme o coração. Trago algo completamente autobiográfico, mas não só sobre mim. Isso tem a ver com o que todo mundo busca na vida”.

Segundo a artista, o que fez com que embarcasse, enfim, no que ela define como “jornada de autoconhecimento” foi um grave quadro de transtorno do pânico, que se intensificou na pandemia. Wanessa conta que, por conta da doença, se sentiu “presa” — e sem ação — por muito tempo.

“Fui ao fundo do poço. Vivi um medo absurdo. E precisei me salvar. O pânico, meu pior inimigo, foi o que me fez falar: ‘Agora ou é a a morte ou é aprender a reconstruir a vida'”, ela rememora. “O amor-próprio me trouxe a cura. Não é que eu diga: ‘Ai, sou perfeita e maravilhosa!’. Olho para mim com mais cuidado, aceitando minhas dificuldades.”.

A artista admitiu ainda que, mesmo sentindo-se mais livre hoje, ainda não consegue ignorar completamente as críticas que recebe sobre as suas escolhas. Feliz vivendo um romance com Dado Dolabella após ter rompido o casamento de 15 anos com o empresário Marcus Buaiz, Wanessa lamenta que ainda seja alvo de julgamentos.

“Não ligo o ‘foda-se’ e está tudo bem. Não! É triste ver fofocas mentirosas, como se as pessoas estivessem dentro da minha vida. Em quase 23 anos de carreira, criei uma casca grossa — afirma. — Troco muito com Dado sobre tudo. Dou pitaco nas coisas dele, e ele nas minhas. E assim vamos juntos. É outra relação agora! Não tem nem comparação com o que vivemos no passado. Éramos outras pessoas na adolescência. De lá pra cá, a gente foi se reconstruindo na vida.”, contou.

Perguntada sobre a opinião de seu pai, o sertanejo Zezé Di Camargo, sobre seu atual momento, Wanessa aponta que o cantor cultiva opiniões opostas do que ela acredita acerca de temas variados. Mas que ambos preferem “se entender na diferença”.

“Quando a gente ama alguém de verdade, a gente sempre vê a luz da pessoa. Não são opiniões divergentes sobre a vida ou pensamentos políticos distintos que me deixam decepcionada. Tenho um prisma sobre empatia, que é o seguinte: assim como quero ser respeitada na minha liberdade de ser e de agir, é assim que quero fazer com as pessoas que amo. Aprendi isso com minha mãe e meu pai desde criança — destaca. — Quando fiz algo que meus pais discordaram, acerca de minha profissão, minhas escolhas de relacionamento ou minhas atitudes com meus filhos, fui respeitada por eles. Mesmo que depois eu me ferrasse (risos)! Busco esse lugar. E a base na minha família é essa. Quando vemos que um assunto pode dar uma discussão a mais, a gente para. Isso é construção. É aparar a aresta da relação! E, olha, relação que não tem discussão não tem amor. Se não tem divergência, não tem amor. É isso. Somos todos divergentes.”, finalizou.

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Redação Conti Outra, com informações d’O Globo.
Fotos: Reprodução.

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