Os vídeos são curtos, chocantes e “fáceis” de compartilhar: pessoas paradas, curvadas, com movimentos lentos, como se estivessem fora de si.
Esse formato vira combustível perfeito para viralizar — e, no meio da curiosidade, muita gente consome aquilo como entretenimento. Foi justamente contra essa leitura apressada que o Dr. Juan Lambert gravou um vídeo que ganhou tração nas redes.
A mensagem dele começa direta: o que aparece na tela pode envolver droga, sim — mas reduzir tudo a “gente drogada” é uma forma de não enxergar o resto. Aí entram duas camadas do assunto: a química que derruba o corpo e a história que empurra alguém para anestesiar a própria vida.
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Uma parte desses registros tem sido associada, nos EUA, ao fentanil misturado com xilazina (apelidada por lá de “tranq”).
A xilazina é um sedativo usado em veterinária e não é aprovada para uso humano; quando aparece junto de opioides como o fentanil, o risco sobe porque pode deprimir o sistema nervoso, reduzir a respiração, baixar a pressão e prolongar um estado de sedação.
Outro ponto importante: a xilazina não é um opioide. Então, em situações de overdose em que há mistura, a reversão do opioide pode não “apagar” todos os efeitos, porque a sedação da xilazina pode continuar. Autoridades de saúde têm alertado justamente para o aumento dessa combinação no mercado ilícito.
O argumento do médico no vídeo viral é que muita gente não está “buscando diversão”: está buscando alívio.
Ele fala em dor emocional, sensação de vazio e uma tentativa de anestesiar faltas antigas — coisas como acolhimento, proteção e pertencimento que, para algumas pessoas, falharam lá atrás (inclusive em relações familiares).
Essa leitura não serve para passar pano; serve para explicar por que o problema se espalha quando a resposta social é só deboche, nojo ou punição.
O ponto mais prático do alerta é simples: essa combinação (fentanil + xilazina) tem sido tratada como uma ameaça relevante por órgãos públicos porque é potente, imprevisível e aparece misturada.
E “desavisado” aqui não é só quem usa: é também quem acha normal circular esses vídeos como meme, quem ignora sinais de crise em alguém perto, ou quem vê uma pessoa “apagada” e escolhe filmar em vez de buscar ajuda.
Se você se deparar com alguém passando mal (muito sonolento, confuso, respiração fraca ou irregular, lábios arroxeados), não tente resolver sozinho: chame 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros).
E, se o assunto te toca de perto — porque é um amigo, alguém da família, ou você mesmo — procurar ajuda especializada o quanto antes é o caminho mais seguro (CAPS AD e serviços de saúde do seu município podem orientar a porta de entrada).
Assista ao vídeo completo clicando aqui.
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Fonte: CDC
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