Em tempos em que qualquer palavra diferente vira meme, ruído ou julgamento apressado, o termo usado por Sérgio Marone acabou entrando exatamente nesse atalho.
Ao se definir como ecossexual, o ator não estava falando de uma provocação nem tentando criar um personagem para chamar atenção.
O que ele tentou colocar em palavras foi um jeito de viver a relação com a natureza, com o corpo e até com os próprios vínculos afetivos.
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Sérgio Marone, de 45 anos, voltou ao assunto depois de receber críticas e disse que a ideia foi simplificada por muita gente.
Segundo ele, a ecossexualidade não deve ser lida como “rótulo”, mas como uma forma de consciência sobre a ligação entre ser humano e meio ambiente. Em entrevista, o ator resumiu: “Não é rótulo, é consciência. É entender que somos natureza”.
Na prática, o conceito passa menos por uma definição tradicional de sexualidade e mais por uma experiência de intimidade com o mundo natural.
Marone citou prazeres simples, como banho de mar, cachoeira e a sensação do vento no rosto, para explicar esse entendimento.
Na mesma fala, ele associou essa percepção a escolhas mais intencionais no dia a dia, com menos excesso e mais responsabilidade ambiental.
A fala dele também ajuda a desfazer uma confusão comum: não se trata de atração física por elementos da natureza, como algumas reações nas redes insinuaram.
A ideia, segundo a explicação repercutida por diferentes veículos, está ligada a afeto, conexão sensorial, respeito e cuidado com o planeta, visto como algo vivo e digno de envolvimento consciente.
Marone ainda levou essa lógica para o campo amoroso. Ao comentar relacionamentos, afirmou que tem priorizado experiências em que a liberdade não precise ser sacrificada para que a relação funcione.
Disse que aprendeu, com a maturidade, a escolher vínculos que caminhem ao lado da sua liberdade, e não contra ela. Também resumiu o que considera essencial em uma parceria: “silêncio bom, riso fácil e verdade”; o resto, para ele, é “barulho”.
No fim, a autodefinição de Sérgio Marone chama atenção menos pela palavra em si e mais pelo que ela revela: uma tentativa de nomear um estilo de vida guiado por presença, cuidado ambiental e relações menos apertadas por convenções.
E foi justamente essa camada que se perdeu quando o debate ficou restrito ao estranhamento inicial.
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