COMPORTAMENTO

Não importa se já te fez bem: se te faz mal, não te faz mais bem

O tempo passa e tudo vai se transformando, lá fora e dentro da gente. Mudam as estações e mudam os nossos olhares, as nossas vivências, os nossos sentimentos. Passamos a vivenciar o mundo de formas novas, diferentes, o que nos faz reelaborar, inclusive, nossos sonhos, nossas expectativas. A importância que nos dão se torna mais relevante do que a importância que dávamos aos outros. Amadurecer requer valorizar-se.

Todo mundo acaba tendo aquela sensação de perplexidade quando olha para trás e se lembra do quanto sofreu por coisas e por pessoas que hoje nada mais significam. Percebemos que perdíamos muito tempo com o que e com quem não mereciam um pingo de nossa atenção. Percebemos que sofríamos por coisas sem importância, por gente que não valia a pena. Aprendemos, assim, que tudo vem na hora certa e sempre será o que tiver que ser. O que não tem jeito, por outro lado, nunca o será.

E, nesse vai e vem de emoções, temos que prestar atenção no que sentimos, no que queremos, no que merecemos, em tudo o que somos e em tudo com que sonhamos. Não somos mais os mesmos de ontem, ou seja, teremos que limpar a nossa vida daquilo que não tem serventia, a fim de que haja espaços para que o novo chegue e fique. Nem tudo daquilo que nos fazia bem ainda nos deixa felizes. Nem todo mundo precisa continuar caminhando conosco.

Muda lá fora e a gente também muda por dentro, inevitavelmente. Tudo o que acontece, de bom e de ruim, acaba por nos transformar, enquanto ressignificamos o mundo e reconduzimos nossos pontos de vista a novos sentidos. Tomamos consciência de que nossa felicidade é urgente, de que as verdades que ficam são imprescindíveis. Aprendemos que agir em favor de nós mesmos nem sempre é egoísmo. Por isso é que conseguimos enxergar o que já deixou de nos fazer bem e quem já não faz mais falta.

Portanto, quando nos conscientizamos de que aquilo que nos fazia bem, mas hoje não faz mais, deve ser superado, fica mais fácil esquecer o que deve ficar lá atrás. Nossos caminhos devem ser leves, limpos de pesos afetivos e emocionais que emperrem nosso sorrir pra vida, nosso sorriso íntimo, nossa satisfação pessoal. Muitas coisas não darão certo, mas, caso estejamos munidos do que carrega amor, seremos menos feridos e juntaremos forças mais rapidamente para reerguer e recomeçar. Quantas vezes forem necessárias.

Imagem de StockSnap por Pixabay

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".

Recent Posts

Divulga Mais Brasil: confiança, identidade própria e compromisso com quem busca crescer no digital

Saiba por que a Divulga Mais Brasil é confiável, possui identidade própria e não deve…

8 horas ago

Inteligência Artificial e Oportunidades de Carreira Futuras

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma das tecnologias mais influentes a moldar o futuro do…

2 dias ago

Josie Conti: psicóloga para brasileiros no Brasil e no exterior, com escuta clínica, EMDR e psicoterapia online

Conheça o trabalho da psicóloga Josie Conti e entenda como a psicoterapia online, o EMDR…

1 mês ago

Psicologia do trading forex: o segredo por trás da disciplina e dos lucros consistentes

Quando você entra no mercado de câmbio com a intenção de ganhar dinheiro, suas emoções…

1 mês ago

Relações abusivas nem sempre parecem abusivas — alerta a psicóloga Josie Conti

Relações abusivas nem sempre são óbvias. Entenda como o abuso psicológico se disfarça e por…

2 meses ago

O acúmulo invisível: como microtraumas cotidianos podem comprometer sua saúde emocional

Pequenas experiências do dia a dia podem se acumular e gerar sofrimento emocional. Entenda o…

2 meses ago