Categories: Marcel Camargo

Ninguém consegue ferir quem se aceita exatamente como é

Quando somos crianças, desejamos ser aceitos por nossos pais, no seio de nossa família. Aliás, creio que esperamos a aprovação deles durante toda a nossa vida. Sempre que tomamos alguma decisão, voltamos os nossos olhos em sua direção, para que a concordância deles acalme o nosso coração.

Assim que chegamos à adolescência, queremos ser aceitos pelo grupo de amigos, mesmo quando este é formado por pessoas que não tenham nada a ver conosco. Não raro, somos atraídos por aqueles que são mais ousados e destemidos, ainda que seu comportamento seja indesejável, pois eles espelham tudo aquilo que queríamos fazer, mas não temos coragem. Daí o fascínio pelos mais rebeldes e transgressores.

Quando nos tornamos adultos, ansiamos pela correspondência amorosa de quem amamos, pois desejamos dar certo na vida a dois. No entanto, esse querer jamais poderá ultrapassar os limites de nossa dignidade; caso contrário, acabaremos enredados nas garras de pessoas manipuladoras, egoístas e que não sabem amar de fato. Porque carência alguma poderá nos sujeitar a aceitar qualquer tipo de companhia.

Na verdade, tornar-se adulto requer amadurecer, o que basicamente implica a aceitação de si mesmo. Temos que ter consciência de tudo aquilo que podemos ofertar, não aceitando retorno de menos. Sabermos com clareza quais são as nossas potencialidades e nossas limitações nos ajuda a mergulharmos nos encontros que valem a pena, onde o amor será sempre uma via de mão dupla.

Aceitar-se exatamente como se é liberta, apazigua as inseguranças e torna tudo mais fácil de se enfrentar. Quem se aceita para de tentar a agradar a todos, de tentar impressionar, de dar valor ao que os outros vão falar, vão pensar, vão fofocar. Quando nos aceitamos, temos, então, a certeza de que somos muito maiores do que todo o mal que nos rodeia.
Aceite-se e liberte-se do que não faz falta alguma em sua vida. É assim, somente assim, que tem de ser. Nem mais.

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".

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