Mounjaro e outras “canetas” viraram assunto diário porque ajudam muita gente a perder peso — mas tem um detalhe que quase nunca aparece nos posts: o que acontece quando o remédio sai de cena.
E foi justamente isso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou no centro da conversa ao publicar sua primeira diretriz global sobre esses medicamentos no tratamento da obesidade.
A orientação parte de um ponto básico: obesidade é uma doença crônica. Então, faz sentido que o cuidado não seja curto, nem funcione no esquema “usei um tempo e pronto”.
A OMS recomenda que, quando indicado por um profissional, o remédio entre como parte de um plano contínuo, junto com mudanças de rotina que sustentem o resultado.
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Esse plano combinado não é perfumaria. Alimentação ajustada ao dia a dia e atividade física entram como parte do tratamento, não como um “extra” para quem tem força de vontade.
A diretriz também reforça hábitos que costumam ser esquecidos: sono em dia e manejo do estresse, porque eles mexem com apetite, metabolismo e adesão ao tratamento.
Os dados mais chamativos sobre a interrupção do Mounjaro aparecem no SURMOUNT-4, publicado na JAMA. O estudo acompanhou pessoas com obesidade que emagreceram usando tirzepatida (Mounjaro) e, depois, pararam o medicamento.
O que se observou após a suspensão foi um reganho relevante de peso em grande parte dos participantes:
E a volta do peso não veio sozinha. Durante o uso contínuo, muita gente melhora medidas importantes: circunferência abdominal, pressão arterial, LDL (o “colesterol ruim”) e marcadores ligados à glicose (como glicemia de jejum e HbA1c).
Quando o remédio é interrompido, o alerta do estudo é que esses ganhos tendem a andar para trás junto com o reganho — o que significa piora de hipertensão, controle do açúcar no sangue e perfil de colesterol em parte dos pacientes.
A OMS resume isso em duas mensagens diretas: primeiro, tratamento medicamentoso pode ser necessário e costuma ser de longo prazo, com acompanhamento, sem a lógica de “emagreceu e parou”. Segundo, estilo de vida precisa estar no pacote, porque é ele que ajuda a segurar resultado e saúde ao longo do tempo.
Tem ainda um ponto bem prático: acesso. A própria discussão internacional reconhece que, hoje, pouca gente que poderia se beneficiar consegue bancar o tratamento— e ampliar disponibilidade e custo viável virou parte do desafio.
Referências:
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