Sim, os doces são prejudiciais à saúde e representam um problema, especialmente nos dias de hoje, em que as crianças abusam do açúcar como nunca se havia abusado antes, em toda a história (o açúcar era, então, um produto caro e exótico, e os doces eram um luxo).
Essas guloseimas que fazem a alegria das crianças, e de muito adultos, provocam cáries e são uma das principais causas da obesidade infantil. Além disso, ocupam o espaço de outros alimentos mais saudáveis: quem come muito bolo e muitas balas e toma grande volume de refrigerante vai comer menos legumes, menos verduras, menos carne e peixe, menos leite…
É preciso ressaltar, entretanto, que eles não constituem um problema grave, porque a solução é simples e está bem ao alcance de nossas mãos.
Em sua coluna na Revista Crescer, o pediatra Carlos González conta que, certa vez, seu nutricionista e amigo, Julio Basulto, lhe contou que, em certa ocasião, no fim de uma conferência, quando alguns ouvintes se aproximavam para pedir um autógrafo ou tirar uma dúvida, chegou uma mãe com uma criança de uns 8 anos e falou: “Diga a ele, diga você ao meu filho se é bom comer tantos biscoitos de chocolate!”.
Mas Julio não se deixou levar. Ele disse muito sério à criança: “Olha, amorzinho, se na sua casa você encontra biscoitos de chocolate, pode comer”.
Segundo González, aí está o problema. Não é na existência dos doces, mas no fato de os pais os comprarem. Enquanto seu filho não tiver dinheiro ou habilidade social para ir sozinho comprar, ele vai poder comer apenas o que os pais (e outros familiares – fique de olho nos avós!) tenham adquirido.
O pediatra recomenda que os pais apenas não comprem biscoitos de chocolate e seu filho não vai comer. “Quando ele tiver dinheiro e capacidade para comprar, tomara que o pior que ele consiga seja um biscoito de chocolate.”, diz o pediatra. “Tomara que não prefira álcool, tabaco ou outras coisas! Por isso, os biscoitos de chocolate não são um problema, nem agora, nem nunca.”.
O que não se pode fazer. de acordo com Carlos González, é comprar biscoitos (de chocolate e de outros tipos), refrigerantes, sucos, bolos, balas, iogurtes açucarados, saquinhos de batata frita e outras porcarias, ter um armário na cozinha cheio dessas coisas e dizer para as crianças não comerem. “É uma estratégia que Deus já usou no princípio de tudo e que deu errado. Lembra? ‘Deste fruto, não comerás’. Por que, então, deixar a árvore ali no meio? Se tivesse colocado a árvore em outro lugar, não teríamos tantos problemas!”
Nós, pais, somos os responsáveis pelo que entra em nossa casa. Não podemos culpar nossos filhos por nossas decisões ruins.
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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Revista Crescer.
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