Muitos de nós conhecemos ao menos uma pessoa que entra e sai de relacionamentos com indivíduos que se assemelham demais quanto aos seus comportamentos. Com o tempo, a pessoa começa a fazer as mesmas reclamações sobre o parceiro, sofrendo de novo e, por fim, rompendo com ele, entre lágrimas e lamentações. Então, tudo se reinicia, da mesma forma, embora com um parceiro novo, como num “flashback” sem fim.
Existem pessoas que não conseguem ficar sozinhas por muito tempo e, por isso, engatam um romance atrás do outro. Caso esse engate não leve em conta a maturação dos sentimentos recém-embaralhados, após um término ainda recente, muito provavelmente serão feitas escolhas equivocadas. Sentimentos fragilizados são facilmente enganados, tornando-se, inclusive, presas fáceis de quem quer chegar sugando.
Da mesma forma, muitas pessoas possuem uma falsa imagem de si mesmas, uma visão limitada sobre tudo o que possuem dentro de si. Não se sentem boas o suficiente para que não aceitem o que não seja recíproco. Não se sentem inteiras o bastante para que não aceitem menos do que inteireza. Não se sentem completas e esperam do outro aquilo que só elas mesmas precisam encontrar, e bem dentro de si mesmas.
Existe, ainda, quem ainda não tem clareza sobre o tipo de amor que deseja receber, por ter vivido sem amor verdadeiro até então, ou mesmo por ter se decepcionado toda vez que se relacionou. Há até quem idealize um romance hollywoodiano, perfeito e cor de rosa. A vida a dois, no entanto, não é uma travessia tranquila e perfeita, pois requer concessões, requer não, requer olhar também para si mesmo. Infelizmente, nem todos estão dispostos a esses enfrentamentos.
Portanto, todo fim de relacionamento, embora seja penoso, deverá nos servir como ponto de reflexão sobre o que queremos e não queremos para nossas vidas, bem como sobre quem queremos como parceiros de jornada, visando sempre à felicidade. Afinal, ou mudamos o tipo de pessoa que trazemos para nossas vidas, ou sempre voltaremos aos mesmos erros, só que em outros endereços. Desse jeitinho.
Imagem de capa: Jeerawatstock, Shutterstock
Conheça o trabalho da psicóloga Josie Conti e entenda como a psicoterapia online, o EMDR…
Quando você entra no mercado de câmbio com a intenção de ganhar dinheiro, suas emoções…
Relações abusivas nem sempre são óbvias. Entenda como o abuso psicológico se disfarça e por…
Pequenas experiências do dia a dia podem se acumular e gerar sofrimento emocional. Entenda o…
A Divulga Mais Brasil, empresa sediada em Ribeirão Preto (SP), esclarece ao público, a parceiros…
Mentir de vez em quando, por medo, vergonha ou para escapar de um constrangimento, está…