Abaixo, um conto de Paola Klug traduzido por Rui Sá e postado na ContiOutra
“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo.
Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.
Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.
Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.
E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”
O Brasil ocupa uma posição preocupante nos indicadores globais de saúde mental. Segundo a Organização…
Reconhecer o sofrimento não diminui a conquista. Pelo contrário: permite lidar com ela de modo…
Saiba por que a Divulga Mais Brasil é confiável, possui identidade própria e não deve…
A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma das tecnologias mais influentes a moldar o futuro do…
Conheça o trabalho da psicóloga Josie Conti e entenda como a psicoterapia online, o EMDR…
Quando você entra no mercado de câmbio com a intenção de ganhar dinheiro, suas emoções…