Ao longo do tempo, o brainstorming se tornou o Messias da ideas inovadoras. Precisa de uma “ideia diferente” para uma campanha? Brainstorming! De um nome para um produto novo? Brainstorming? O mês está acabando e as metas estão longes de serem atingidas? Brainstorming! Sugestão de nomes para a filha do chefe? Brainstorming! O problema com o brain está nas expectativas que se têm, ele não é para grandes ideias, mas para qualquer ideia.

Todo mundo já esteve em uma reunião em que se sentiu acanhado e diminuído diante dos outros, talvez por ser novo no grupo, se sentir intimidado pelos superiores ou simplesmente porque os outros falam mais e melhor que você. Quantas reuniões já vi terminarem com as melhores ideias derrotadas porque o seu criador não foi valente o suficiente para defendê-las. Brainstorming se tornou um termo vulgar para qualquer reunião cujo objetivo é ter ideias. O grande problema do brainstorming é, na opinião da professora da Kellogg Leigh Thompson argumenta que o grande problema do brainstorming é que enquanto os colegas estão falando você não está pensando nas suas próprias ideias, mas se apropriando das deles. Inconscientemente, as “melhores ideias” já estão sendo escolhidas e você nem teve chance.

A chamada ancoragem, termo popular entre os estudos de comportamento do consumidor, está presente também no brainstorming. Ela faz com que as pessoas se concentrem em um ponto, dando maior importância a ele, e afetando tudo que vem depois. Em outras palavras, se o seu chefe dá uma ideia, todo mundo trará ideias mais ou menos parecidas com a dele e adeus originalidade. Além disso, acontece também o que a psicologia conhece por pressão de conformidade que explica a tendência que as pessoas têm de concordar com as outras para parecerem mais inteligentes e competentes.

A solução está em um outro termo em inglês, cunhada por outro professor, Paul Paulus —brainwriting. O objetivo principal é separar o momento de ter ideias do momento de discutir ideias. Nesse método, escreva primeiro, fale depois. O princípio por trás do brainstorming de que se deve jogar ideias sem julgá-las simplesmente não acontece no mundo real, as pessoas já estão influenciadas antes mesmo da pessoa abrir a boca (“esse cara só fala besteira”, “essa menina nem formada é, o que ela sabe?” e por aí vai). Além disso, acho legal as ideias passarem por um leve filtroantes de ser apresentada. Falar o que vem à mente nunca é inteligente.

Com base na minha experiência e nas ideias dos professores citados, criei um passo a passo para o brainstorming ideal:
1) Chame a equipe para o brainstorming (procure convidar alguém de outro departamento também) com um dia de antecedência e avise para virem com algumas ideias;
2) Já reunidos, faça uma introdução e dê tempo para mais ideias surgirem. Todas devem ser escritas;
3) Realize uma votação de todas as ideias dadas, sem nomes e sem pré-conceitos. (Dica: Use a ferramenta Candor)

Texto retirado do site Pequeno Guru

 

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