Um estudo publicado no periódico ‘The Lancet Psychiatry’ indica que pessoas que apresentam comportamento antissocial persistente ao longo da vida tem uma estrutura cerebral diferente.
A pesquisa revela que essas pessoas têm o córtex mais fino e a área superficial de regiões do cérebro relacionadas ao comportamento menor.
São classificados pelos cientistas como antissociais aqueles que tem histórico de roubo, agressão e violência, intimidação, mentira ou falha repetida em cuidar das responsabilidades do trabalho ou da escola. Os resultados mostraram, entretanto, que quem tem esse comportamento apenas na adolescência não tem anormalidades estruturais cerebrais generalizadas.
Segundo os autores do estudo, as descobertas fornecem a primeira evidência robusta para sugerir que existem diferenças neuropsicológicas subjacentes em pessoas com comportamento antissocial persistente ao longo da vida e têm implicações na maneira como são tratados jovens infratores.
“Pode haver diferenças em sua estrutura cerebral que dificultam a desenvoltura de habilidades sociais que os impeçam de praticar comportamentos antissociais. Essas pessoas poderiam se beneficiar de mais apoio ao longo de suas vidas”, diz Christina Carlisi, autora principal do estudo.
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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Uol Viva Bem.
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