Imagine que você se concentrou na meta de obter lucro, mas, um ano mais tarde, perdeu todo o capital. Isto não é fracasso? Bem, existe uma história no mundo dos negócios, provavelmente apócrifa, de um jovem executivo que é encarregado de um projeto pelo presidente da empresa. Um ano mais tarde, o projeto é abandonado depois de milhões terem sido gastos. O presidente chama o jovem executivo a sua sala. O executivo está preocupado: “Será que vou perder o emprego? Fracassei nessa enorme responsabilidade. Ele vai achar que sou um fracasso”. Entretanto, o presidente diz: “Dan, tenho um novo projeto pra você. Na verdade, é ainda maior que o anterior”. Dan fica aliviado, mas um pouco confuso, e diz ao presidente: “Estou realmente feliz por conseguir este novo projeto. Mas, para ser franco, esperava que você me demitisse após ter fracassado no anterior”.
“Demiti-lo? Ah, não! Não poderia demiti-lo depois de ter gasto milhões em seu treinamento!” O presidente está focado no que o jovem executivo aprendeu e como ele pode aplicar isso no próximo projeto.
Observe uma criança montando um quebra-cabeças. Ela tenta encaixar peças nos lugares errados. Ela está falhando ou aprendendo? Ou, ao fazer palavras cruzadas, você descobre que a palavra que escreveu não cabe. Você falhou ou aprendeu? O que você aprendeu e como pode usá-lo agora?
O termo fracasso tem uma conotação de terminalidade – “Está tudo acabado. Você fracassou”. Mas aprender é olhar adiante e se fortalecer.
Há uma maneira ainda mais eficiente de usar o “fracasso” como aprendizagem: aprender a partir dos erros de outra pessoa. Quando empresários analisam um plano de vendas, a primeira coisa que examinam é como outros foram bem-sucedidos e como falharam. Um amigo meu estava planejando montar seu próprio consultório particular. Ele foi a campo e conversou com médicos bastante bem-sucedidos e com os que não tiveram sucesso. Queria descobrir o que funcionava e o que não funcionava. Fracasso é informação.
O comportamento que “falhou” proporciona mais informações do que você possuía antes sobre o que se pode e o que não se pode fazer a fim de alcançar uma meta. Crianças e adultos que persistem ou mesmo intensificam os esforços após um fracasso usam-no como experiência de aprendizagem para levá-los adiante em direção a comportamentos diferentes – e potencialmente mais eficazes.
Mas geralmente nos envergonhamos de nossos fracassos e não queremos encará-los novamente. Também desvalorizamos o insucesso como algo que não contém nada de valor. Eu sugeriria que, ao rever os fracassos, você se perguntasse que importantes lições podem ser aprendidas.
Fonte: Leahy, RL. (2007). Como lidar com as preocupações. Trad. Luzia Araújo. Porto Alegre: Artmed.
Fonte indicada: Flavio Hastenreiter
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