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Quatro aspectos do coronavírus deixam os cientistas preocupados

O coronavírus, que teve o primeiro caso relatado em Wuhan, na China, e que causa uma doença pulmonar grave já se manifestou em diversos países, onde infectou milhares de pessoas e fez 170 vítimas fatais. Os especialistas estimam que estes números devem aumentar, o que vem alarmando as autoridades de saúde em todo o mundo, como destaca uma reportagem divulgada pela BBC News.

A BBC conversou com vários especialistas, e estas são as principais questões referentes ao coronavírus que os preocupam:

1. Com que facilidade é transmitido?

À princípio, as autoridades médicas chinesas afirmaram que o vírus não era transmitido entre seres humanos, mas desde então foram identificados milhares de casos de pessoas infectadas dessa forma.

Agora os cientistas confirmam que cada pessoa infectada pode transmitir o vírus para uma média estabelecida entre 1,4 e 2,5 indivíduos.

2. Qual é a fase de contágio?

De acordo com os cientistas, os doentes podem transmitir o vírus inclusive antes de surgirem quaisquer sintomas, que incluem febre, falta de ar, tosse e dificuldade em respirar.

Pode ser de um a 14 dias o intervalo de tempo entre o contágio e o início dos sintomas (o chamado período de incubação).

A professora Wendy Barclay, do Departamento de Doenças Infecciosas da universidade Imperial College London, no Reino Unido, afirmou à BBC que é comum que infecções respiratórias sejam transmitidas antes que apareçam sintomas.

O vírus “propaga-se pelo ar, ao conversar com uma pessoa infectada ou a respirar proximamente”, explica. “Não seria muito surpreendente se o novo coronavírus fizesse o mesmo”.

3. Em que velocidade se propaga a doença?

Em poucos dias, o número de pessoas infectadas passou de centenas para milhares. Entretanto, este crescimento acelerado pode ser algo enganador. Até ao momento, ainda não há muita informação sobre a “taxa de crescimento” do surto. Mas os especialistas acreditam que o número real de pessoas atingidas é provavelmente maior do que o divulgado.

É o que indica um relatório do Centro de Análise de Doenças Infecciosas Globais do Imperial College London.

“É provável que o surto de coronavírus em Wuhan tenha provocado mais casos de doença respiratória moderada ou grave do que o informado”.

4. O vírus pode sofrer mutações?

Em via de regra, qualquer tipo de vírus tende a sofrer mutações e a evoluir. Porém, isso pode significar cenários diferentes dependendo dos casos.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, a capacidade de transmissão do coronavírus está cada vez mais forte, mas não foi clara sobre o risco apresentado por mutações virais.

“Deveríamos preocupar-nos com qualquer vírus que infecte o corpo humano pela primeira vez, porque já superou o primeiro grande obstáculo”, sublinha Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, à BBC.

“Dentro de uma célula (humana) e ao replicar-se, este pode começar a gerar mutações que permitam que se espalhe com mais eficiência e se torne mais perigoso.”

“Não queremos dar ao vírus essa oportunidade”, alerta Ball.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Notícias ao Minuto.

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