Unhappy couple not talking after an argument in bed at home
Por Dr. Persio Ribeiro Gomes de Deus
Ansiar é o mesmo que esperar. Da proposta de qualquer ação ou acontecimento até sua realização ou resultado, as pessoas vivem um intervalo de espera, de expectativa, de ansiedade.
Para se conseguir manter o convívio familiar, é importante entender um pouco sobre o problema, começando pelas suas causas – que podem ser orgânicas ou biológicas, onde não há necessidade de causas externas para desencadeá-las. A ansiedade também pode ser devida a fatores psicológicos, como a insegurança e o medo.
Além disso, existe uma predisposição ou condicionamento genético para a ansiedade com a devida alteração dos “mediadores químicos cerebrais”. O que significa que da mesma forma que herdamos a tendência à hipertensão, diabetes e outras doenças, herdamos igualmente uma tendência a desenvolvermos ansiedade.
O que fazer durante uma crise de ansiedade?
Observamos que algumas pessoas têm ansiedade desde os primeiros momentos da vida, e já durante a infância são crianças que reagem com mais ansiedade aos eventos normais da vida. Elas, quando adultas, mesmo em situações como uma viagem de lazer, um passeio ou diversão, ficarão ansiosas.
Mas até que ponto a ansiedade é normal e quando passa a ser doentia? De uma maneira simplista, até determinada “quantidade” de ansiedade consideramos normal, desde que não interfira em nosso desempenho e não prejudique nossa qualidade de vida.
Uma “quantidade” anormalmente elevada de ansiedade que impeça o indivíduo de levar uma vida normal e interfira em seus atos diários é considerado um estado patológico ou doença. Se a ansiedade tiver repercussões físicas, como produzindo hipertensão, doenças musculares ou outras, ela também é considerada doentia.
A ansiedade vivida principalmente nos grandes centros urbanos nos empurra para uma vida que não queremos levar, mas somos obrigados a fazê-lo. Sempre correndo, consumindo e, infelizmente, nos esvaziando dos valores interiores, como os espirituais e familiares. Produzimos para os outros, e nos esquecemos de nós mesmos…
Mantendo o convívio dentro de casa
O primeiro cuidado para manter o convívio com quem tem ansiedade é não julgar. Tome muito cuidado em não emitir uma interpretação sobre o problema que possa ser uma visão distorcida baseada em “pré-conceitos” ou “pressupostos” pessoais sobre a situação.
Síndrome do pânico: como manter o convívio com quem tem o problema
Nunca minimize as reações de ansiedade em seus múltiplos sintomas que a pessoa pode apresentar, e nem reduza o quadro a sinônimos de fraqueza, falta de coragem, falta de fé ou posturas desta natureza.
Neste ponto ressalto a importância fundamental da família como um dos últimos redutos onde se pode “depositar” a ansiedade, pois as pessoas podem ter afeto suficiente para absorvê-la, neutralizá-la e até transformá-la em outro tipo de sentimento. O diálogo familiar, o toque, afago e acolhimento são muito importantes.
TEXTO ORIGINAL DE MINHA VIDA
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