Pais e Filhos

Criança destrói maquiagem e gera prejuízo de R$ 4 mil: falta de limites ou de direito à infância?

O que aconteceu?

A funcionária relatou que chegou à loja, olhou ao redor e viu que uma mãe saía apressada levando seu filho pequeno pelas mãos. “Mãe e criança estavam indo embora apressadas. As pequenas pegadas coloridas perto da cena tornaram fácil concluir que aquilo foi obra de uma criança”.

Na publicação, a funcionária sente pelo aconteceu e pensa que a criança deve ter imaginado que a maquiagem era apenas uma espécie de aquarela.

“Tenho certeza que ela pensou que eram tintas para pintura a dedo e não tinha ideia do que estava aprontando. O resultado foi uma quantidade imensa de produto destruído e uma equipe de funcionários irritada”.

Sugestão polêmica da funcionária na postagem

“Mães, por favor, façam suas compras de maquiagem sem levar seus pequenos junto”.

A fala gerou polêmica, pois algumas mães concordaram com o que ela disse: “Para todos, minimizando isso: não importa se a maquiagem custa 3 ou 2.000 dólares, a criança destruiu a propriedade de outra pessoa. É inaceitável. Esse é o problema com as crianças de hoje em dia. Falta de disciplina ou estrutura”.

Mas, para outras, isso só faz com que as mães sejam cada vez mais excluídas: “Sim, é horrível que essa mãe seja uma idiota que não estava supervisionando a criança. Mas dizer às pessoas que elas não devem comprar maquiagem com os filhos, é absurdo e desrespeitoso. Alguns pais não têm o luxo de ir a lugares sem os filhos”.

 

Fotos da bancada destruída foram publicadas pela maquiadora Brittney Nelson, em sua página no Facebook.

Nossa reflexão

Acreditamos que existem alguns pontos que devem ser levados em consideração quando analisamos a situação em questão:

1- Acidentes acontecem e, mesmo uma mãe zelosa, em um momento de descuido, poderia não ter percebido que a criança brincou com a maquiagem.

2- Precisamos pensar que realmente um shopping, por mais que tenha atividades de lazer, não substitui um espaço adequado para crianças brincarem. Uma criança sem supervisão e orientação adequada não tem como advinhar o valor de um produto.

3- Se não estamos em um ambiente totalmente destinado à crianças, a necessidade da supervisão e responsabilização do adulto é necessária. Ele pode levar a criança onde quiser, mas ele deve responder por seus atos.

4- E mais importante, penso que o mais grave em todo o ocorrido foi que a mãe tenha saído da loja sem se responsabilizar pelo acontecido. Uma vez que ela é responsável pela criança e prejuízos causados por ele deveriam ser assumidos por ela. A postura mais chamativa, talvez, tenha sido a da esquiva e não responsabilização pelo ato quando a mãe pega as mãos da criança e vai embora sem conversar com os responsáveis pela loja. Nesse ato ela ensina, por exemplo, para criança, que devemos fugir das consequências de nossos próprios atos.

E vocês, o que pensam disso? Comentem abaixo.

***

Editorial CONTI outra, com informações de Sempre Família.

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