Se o prato do dia pudesse ter “time titular” contra o câncer, esses oito alimentos com certeza brigariam por posição.
Eles não são escudo mágico, só que muita pesquisa mostra que uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras está ligada a menor risco de vários tipos de câncer ao longo da vida.
Antes de qualquer coisa: nenhum alimento cura ou impede câncer sozinho. O efeito vem do conjunto: prato mais colorido, menos ultraprocessado, peso sob controle, menos álcool e cigarro, exames em dia. Esses oito a seguir entram como reforço importante nesse contexto.
A casca roxa da berinjela é cheia de antocianinas, compostos com ação antioxidante que ajudam a neutralizar parte do dano causado pelos radicais livres às células.
A polpa ainda oferece fibras, que regulam intestino, dão mais saciedade e ajudam no controle da glicemia e do peso – dois pontos diretamente ligados ao risco de vários tumores. Quando combinada com outras hortaliças no dia a dia, vira uma boa aliada na prevenção.
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O brócolis é um dos queridinhos da oncologia nutricional. Como boa crucífera, concentra substâncias como o sulforafano, que em estudos de laboratório e revisões recentes mostrou capacidade de atrapalhar o crescimento de células tumorais e modular mecanismos ligados ao desenvolvimento de câncer em pulmão, mama, próstata e cólon.
Na prática, vale comer brócolis com frequência, de preferência levemente cozido no vapor ou salteado, para preservar melhor esses compostos. Ele ainda entrega fibras, vitaminas e minerais que reforçam o sistema imunológico.
A cor alaranjada da batata-doce denuncia: ela é rica em betacaroteno, um antioxidante que o corpo transforma em vitamina A, importante para a integridade da pele e das mucosas – uma das primeiras barreiras físicas contra agressões.
Somado a isso, tem boa carga de fibras e um índice glicêmico mais comportado que o da batata comum, o que ajuda a evitar picos exagerados de insulina, hormônio que, em excesso crônico, se relaciona ao maior risco de alguns tipos de câncer. Inserida em uma dieta equilibrada, contribui para controle de peso e inflamação mais baixa.
Tomate é a principal fonte de licopeno, um carotenoide de cor vermelho-intensa. O detalhe interessante é que o licopeno é melhor aproveitado quando o tomate é cozido, como em molhos e passatas, ainda mais se levar um fio de azeite.
Estudos associam maior consumo de tomate e níveis mais altos de licopeno no sangue a menor risco de morte por câncer e, em especial, a menor risco de câncer de próstata, mesmo que ainda existam pontos em aberto na pesquisa.
Ou seja: aquele molho de tomate “de verdade” na massa ou no frango pode fazer bem muito além do sabor.
A cúrcuma (açafrão-da-terra) é a raiz que dá cor amarela intensa a curries e vários pratos. Seu composto mais estudado é a curcumina, que em pesquisas de laboratório e revisões científicas recentes mostra propriedades anti-inflamatórias e capacidade de interferir em vias de crescimento de células de câncer.
Mas aqui é importante segurar a expectativa: os estudos mais fortes ainda são em células e animais, e as evidências em humanos para prevenção e tratamento são limitadas.
Mesmo assim, usar cúrcuma com frequência na cozinha – de preferência junto com pimenta-do-reino e alguma gordura, que melhoram a absorção – ajuda a montar um padrão alimentar mais anti-inflamatório.
A romã merece mais espaço no prato do que só no Réveillon. As sementinhas vermelhas e o suco são muito ricos em polifenóis (como elagitaninos e flavonoides), compostos com forte ação antioxidante e anti-inflamatória.
Estudos em laboratório e em modelos animais mostram que extratos de romã conseguem reduzir crescimento de células de câncer de mama, próstata, cólon e pulmão, além de modular vias envolvidas em angiogênese (formação de novos vasos para alimentar tumores).
No dia a dia, vale incluir a fruta fresca em saladas, iogurtes, ou consumir o suco sem açúcar em excesso.
O rabanete entra na mesma família do brócolis: é outra crucífera. Além da crocância e do sabor picante, traz glucosinolatos, compostos que, quando mastigados, dão origem a substâncias com potencial de ajudar a neutralizar carcinógenos e apoiar mecanismos de defesa celular.
Em saladas, combina bem com folhas escuras e outras hortaliças, oferecendo fibras e água, o que favorece um intestino mais regular – detalhe importante, já que constipação crônica e dieta pobre em fibras se relacionam a maior risco de câncer de intestino.
Abóbora é praticamente um “pacote completo”: muita fibra, boa dose de betacaroteno e outros carotenoides que atuam como antioxidantes, além de minerais. As sementes, por sua vez, trazem gorduras boas e zinco, que participa da imunidade.
Uma alimentação rica em vegetais alaranjados e verde-escuros aparece em estudos associada a menor risco de alguns tumores, graças à combinação de antioxidantes, fibras e menor densidade calórica do prato.
Colocar abóbora na sopa, no purê, assada no forno ou em refogados é um jeito simples de “pintar” o prato com compostos que ajudam o corpo a lidar melhor com inflamação e estresse oxidativo.
Somados a hábitos mais saudáveis, esses oito alimentos ajudam a tornar o ambiente interno bem menos amigável para o câncer — e bem mais favorável para a sua saúde.
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Fonte: PMC
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