COLABORADORES

Existem muitos opressores disfarçados de pessoas espiritualizadas.

Tenho notado algumas pessoas com atitudes insuportáveis, carregadas de ódio e preconceito escondendo-se atrás de um suposto “evangelho” para disseminar tudo aquilo que deveria ser banido do universo. São pessoas que acreditam que podem enganar a todos, esquecendo-se que isso é impossível. Como convencer de que prega sobre o amor, se vive com o dedo apontado a todos? Que amor é esse que não respeita as diferenças? Que espécie de espiritualidade é essa que só aceita aqueles que pensam como a si próprios? Querem enganar a quem?

É inútil a pessoa pregar em nome de Jesus, se faz tudo aquilo que o Mestre abominava. Não adianta falar de amor, se a pessoa só causa divisão e leva discórdia por onde passa. São muitas pessoas que se auto intitulam de espiritualizadas, porém, são incapazes de perdoar e estão sempre se colocando como superiores às demais. Comportam-se assim pelo simples fato de vestirem a melhor roupa aos domingos, colocarem uma bíblia embaixo do braço e frequentarem uma igreja.

Entretanto, são pessoas que não atraem ninguém para a sua companhia, tampouco para caminharem com elas. Ao contrário, essas pessoas são tão opressoras que causam repulsa às demais. Por que? Ora, são sempre chatas, julgadoras, preconceituosas, fofoqueiras e “arrotam” uma santidade que não convence a ninguém. Fica a impressão de que são pessoas muito mal resolvidas com a própria espiritualidade ou religião.

Tudo indica que seguem uma doutrina por medos oriundos de um outros religiosos opressores, diante disso, vivem incomodadas com o estilo de viver das outras pessoas. As frustrações dessas pessoas opressoras saltam aos olhos por onde passam. É como se vivessem aprisionadas numa crença que, na realidade, não as convence, porém não são autênticas o suficiente para romperem esse invólucro.

E por que interferem tanto na vida das pessoas? Bem, acredito que por sentirem-se tão frustradas e infelizes, sentem-se afrontadas com o estilo de viver das outras pessoas que são livres ou que vivem uma espiritualidade madura, então, a intenção é forçar uma “evangelização” para arrebanhar mais infelizes e assim sentirem-se acompanhadas e acolhidas. Deixo claro que não estou generalizando, existem, sim, aquelas pessoas que são, de fato,espiritualizadas e estão maravilhadas com as suas doutrinas e experiências espirituais, tão maravilhadas ao ponto de desejarem que o mundo inteiro conheça e experimente também.

Esse time de pessoas nos atraem e nos seduzem nos primeiro 5 minutos de conversa. São amáveis, transpiram amor, tolerância e respeito. Possuem uma essência leve e serena, são encantadoras. Elas enxergam as pessoas que falham como seres humanos passíveis de cometerem erros e não como seres condenados ao inferno pelo simples fato de não estarem na mesma sintonia delas.

Sei de uma coisa: é pura perda de tempo uma pessoa tentar atrair outra para viver a sua crença, se ele não estiver fundamentado no amor e no respeito, esses dois quesitos são indispensáveis em se tratando de religião, especialmente as religiões cristãs cuja figura central é Cristo, aquele que é o próprio amor personificado. E, cá pra nós, uma pessoa realmente feliz com a sua doutrina religiosa não inferniza a vida de ninguém. Concordam?

Imagem de capa: Shutterstock/everst

Ivonete Rosa

Sou uma mulher apaixonada por tudo o que seja relacionado ao universo da literatura, poesia e psicologia. Escrevo por qualquer motivo: amor, tristeza, entusiasmo, tédio etc. A escrita é minha porta voz mais fiel.

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