Meu filho foi agressivo comigo, o que fazer?

Por Roberta Preto

Os filhos desejam ter a atenção dos pais e ser amados por eles, mas, quando estes sentimentos não são correspondidos da forma esperada, eles podem se tornar agressivos, e os pais necessitam de alguns cuidados para lidar com isso.

Atualmente, cresce o número de agressões de filhos para com seus pais, e este tem sido um problema em muitos países. O número maior de agressões é contra as mães, todavia, muitos pais estão sendo vítimas também.

Esse tipo de comportamento precisa de um cuidado especial, porque, para muitos pais, isso é apenas um momento passageiro na vida dos filhos. Eles acreditam que se derem mais liberdade aos filhos, estes poderão mudar. No entanto, sabe-se: “filhos sem limites tendem a piorar e não melhorar.”

Um grande escritor, professor brasileiro e político, Coelho Neto, disse: “É na educação que se revelam as virtudes dos pais”.

Os pais tendem a querer dar muito aos filhos, e os filhos esperam muito dos pais, mas, na vida, nem sempre as coisas acontecem de acordo com nossas expectativas. Acabamos por não realizar as coisas que almejamos ou receber tudo o que esperamos, e quando as frustrações chegam, surgem com elas as contendas, porque ninguém quer ser decepcionado, principalmente, se a decepção surge das pessoas que mais amamos.

Se você está enfrentando esse problema ou você conhece alguém que passe por essa mesma situação, estão aqui algumas dicas que poderão ajudá-los:

Equilíbrio e tolerância
Todos os filhos merecem nossa atenção e cuidado, mas há momentos em que a ingratidão de um filho nos magoa profundamente, principalmente se houver agressividade verbal, nos ferindo. Quando isso ocorrer, é preciso ter mais do que a paciência que já desenvolvemos no dia a dia; se faz necessária a tolerância e um “jogo de cintura” que todo pai e mãe vai adquirindo com as experiências dentro do seu lar.

Comunicação
Nunca permita que falte comunicação dentro de seu lar. Se os filhos não aceitam as regras da casa, talvez seja porque eles não entendam o significado delas. E, como bons pais, vocês devem sentar e ensinar-lhes novamente o porquê dessas regras existirem. Cuidado! Não se irrite ao ter que repetir um ensinamento, faça-o com amor, para que os filhos sintam que tudo o que você faz é para o bem deles. Se os filhos perceberem sua irritação, eles interpretarão que são um incômodo na sua vida; isto pode fugir do controle e acabar gerando conflitos e até violência física.

Limites
Os pais têm total responsabilidade de ensinar, educar e preparar os filhos para a sociedade. Uma das maiores formas de demonstrarmos amor aos filhos é quando lhes damos limites, pode ser que na infância ou adolescência, eles acabem por achar que os pais são chatos ou caretas, mas será na vida adulta que eles serão gratos por terem sido firmes com eles.

Exemplo
Podemos passar uma vida inteira falando e tentando ensinar os filhos a serem “bons homens”, mas se não viverem aquilo que são ensinados, provavelmente os filhos repetirão os maus atos, ainda que sintam vergonha dos pais. Se eu desejo um filho que tenha mansidão nas palavras, gentileza nos atos, eu jamais poderei usar de violência, estupidez e grosseria com meu cônjuge na frente deles. E jamais eu devo usar de agressividade com meus filhos. “Os filhos tendem a ser o reflexo dos pais.”

Pais que plantam medo no coração dos filhos, acabam por colher violência e destruição nos seus lares.

Ajuda
Os pais tentam manter o controle do lar, contornam situações com equilíbrio, mas há situações que fogem do controle, e muitos pais, por vergonha do que os outros vão dizer, acabam por aceitar as agressões dos filhos que já deixaram de ser verbais e se tornaram físicas. Já outros acreditam que os filhos vão melhorar, que aquele “empurrãozinho” não vai ocorrer novamente, mas infelizmente, não só vai ocorrer, como vai piorar, porque os pais não querem enxergar que não só os filhos, mas eles também precisam de ajuda.

Não é vergonha pedir ajuda, isso se chama humildade e coragem.

Há profissionais capacitados para ajudar nossos filhos, esses especialistas podem desvendar as causas dos problemas que podem ser muitas, como a perda de um ente querido, perseguições no colégio, divórcio dos pais, estresse, carência, traumas. Mas, às vezes, há situações, que são mais graves, como um problema psicológico que carece de um cuidado mais rigoroso. E, esses mesmos profissionais podem nos direcionar na maneira de agir diante de tal problema.

Fonte indicada: Família

Psicologias do Brasil

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