Toda a praticidade tecnológica que nos rodeia em nosso cotidiano cada vez mais apressado e célere acaba por nos tornar impacientes, como se não tivéssemos mais tempo para esperar por nada além de alguns segundos. Queremos a comida pronta, a internet mais potente, o carro mais veloz, a dieta mais rápida. Nessa toada, tudo tem que ser agora, todas as resoluções têm que vir instantaneamente. Infelizmente, há coisas que levam tempo. Muito tempo.
Na verdade, aprender requer demora, paciência e aceitação. Tanto na escola, quanto na vida, as lições não são automáticas, pois envolvem mudanças significativas de pensamento, quebra de paradigmas, desconforto e enfrentamento de si mesmo. Trata-se de um processo longo, muitas vezes doloroso e decepcionante. Por essa razão é que, sem a paciência para que o curso dos dias clarifique as nossas ideias, ninguém consegue entender as tempestades que costumam cair sobre nossa jornada, tampouco superá-las.
Uma coisa é certa: tudo o que nos acontece tem um propósito e nenhuma pessoa passa pelo nosso caminho por acaso, ainda que se trate de situações incômodas, desgastantes, dolorosas. De repente, por exemplo, temos que lidar com um público grosseiro em nosso trabalho exatamente para aprendermos a ser mais tolerantes e menos arrogantes. Assim como nos relacionamos com alguém que requer muita atenção, para termos que sair de nosso mundinho e enxergar o outro.
Isso não quer dizer que teremos que aceitar resignadamente tudo o que acontece e todos que encontramos pelo caminho. Pelo contrário, será necessário digerir os acontecimentos incômodos e tomar atitudes que nos afastem de situações que nos desgastam. Da mesma forma, deveremos refletir sobre o tipo de companhia que queremos e merecemos, para que consigamos manter junto somente quem nos entende e nos torna mais felizes. Mas lembremos, sempre, que isso tudo demanda mais do que alguns dias.
Não tem outro jeito, será necessário aguardarmos a passagem do tempo, enquanto analisamos as situações que nos exasperam e as pessoas que nos diminuem, mudando nossas formas de pensar e de agir, em favor de nossos sonhos de felicidade. O tempo trará as respostas e será maravilhoso podermos ter a certeza de que conseguimos superar o que foi dor, aprendendo com cada tombo, cada lágrima, cada insônia. É assim que a gente levanta de novo.
Imagem de capa: PhotoMediaGroup/shutterstock
Essa ideia sobre felicidade parece inofensiva — mas é a maior armadilha, segundo psicólogo best-seller
Essa série te faz prestar atenção em tudo — menos no detalhe que realmente muda…
Mulheres não falam, mas reparam nessas 5 coisas logo no primeiro contato
E se o autismo for consequência direta da evolução da inteligência humana?
O que realmente acontece com seu número quando você rejeita ligações de spam
Homens maduros sentem mais desejo? Pesquisa traz resposta que desafia o senso comum