Marcel Camargo

Não permaneça numa história sem a menor chance de um final feliz

Viver é uma aventura cheia de imprevistos e de ciladas do destino, sem contar os problemas que nós mesmos criamos. Nem sempre conseguiremos acertar em nossas escolhas, uma vez que seremos traídos pelas expectativas que criamos e pela maquiagem que muitos utilizam, no dia-a-dia, antes de se mostrarem realmente como são. Portanto, será essencial que consigamos afastar de nossas vidas aquilo que a torna pesada e nos torna figurantes infelizes de nossa própria jornada.

Um bom início é perceber o que, em nossas vidas, parece carregá-la negativamente. É lógico que não conseguiremos estar sempre fazendo o que nos dá prazer, pois ser adulto requer também fazer o que não é gostoso. Existem obrigações e compromissos que teremos que cumprir, queiramos ou não, como, por exemplo, tarefas de escola, limpeza de casa, reuniões de trabalho, entre outros. Mas poderemos simplesmente excluir de nossa agenda compromissos chatos que não sejam obrigatórios.

Da mesma forma, teremos que conviver, em alguns espaços, com pessoas que não nos fazem muito bem, com quem em nada simpatizamos, pois viver em sociedade provoca esse tipo de coisa. A tolerância é necessária, mas não deve ultrapassar os limites de nossa dignidade, ou seja, trataremos com civilidade aqueles que nos extenuam as energias, mas optando por não trazê-los junto a nossa intimidade pessoal. Quanto mais perto ficarmos de gente maldosa e egoísta, menos seremos nós mesmos – esse tipo de gente não deixa a verdade fluir.

O mesmo se dá em relação aos sentimentos que carregamos dentro de nós. Será preciso nos libertarmos das culpas desnecessárias, perdoando-nos e perdoando a todos aqueles que nos machucaram, bem como nos desculpando junto a quem magoamos de alguma forma. Resolver as pendências emocionais, revisitando o passado com um olhar maduro, ajudará a nos tornar capazes de olhar o que nos aconteceu de uma forma responsável, para que não voltemos a repetir os mesmos erros e não tragamos de volta aquilo que não faz falta alguma.

Retome as rédeas dos rumos de sua vida, para que seu caminho não seja atravancado por tralhas emocionais largadas por pessoas dispensáveis e por tempestades que não são suas. Não se trata de ser egoísta, mas sim de se amar de maneira saudável e lúcida. Quem nos desvaloriza não pode permanecer junto; tudo o que nos diminui não merece nossa presença. Não assista passivamente ao ruir de seus sonhos. Mantenha sempre o foco naquilo que perpetua o seu sorriso, tornando o seu caminho agradável, próspero e feliz.

Imagem de apa: Salome Hoogendijk/shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".

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